metropoles.com

Em evento da FAO, Lula cita Cuba e critica investimento em guerras

Durante conferência, presidente Lula cobrou que membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU se preocupem com combate à fome no mundo

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Presidente da Repúplica Luiz Inácio Lula da Silva faz joinha durante discurso em evento de governo - Metrópoles
1 de 1 Presidente da Repúplica Luiz Inácio Lula da Silva faz joinha durante discurso em evento de governo - Metrópoles - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou, nesta quarta-feira (4/3), o investimento dos países em armamentos e guerras em vez de juntar esforços para o combate à fome no mundo. O petista cobrou que os membros permanentes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) se preocupem com o assunto.

Os cinco membros permanentes com poder de veto no colegiado são: China, de Xi Jinping; Estados Unidos, de Donald Trump; França, de Emmanuel Macron; Reino Unido, de Keir Starmer; e Rússia, de Vladimir Putin.

“Em vez de ficar se discutindo como agora está se discutindo na Europa o fortalecimento do armamento dos países — porque está todo mundo pensando que vai se agravar os conflitos e todo mundo quer mais armas — […] Tudo isso não é feito para construir ou para produzir alimentos. Isso é feito para destruir e para diminuir a produção de alimentos”, disse Lula.

O petista também sugeriu que os cinco presidentes deveriam convocar uma teleconferência para discutir se “o que vai resolver o problema da humanidade é mais guerra ou mais paz”.

A declaração foi dada durante a cerimônia de abertura da 39ª Conferência Regional da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para a América Latina e o Caribe, no Palácio do Itamaraty, em Brasília.

“Eu fico sensibilizado, emocionado, de saber que a fome mexe muito pouco com o coração dos governantes. Mexe com muitos seres humanos individualmente, com ONGs, com igrejas, mas não sensibiliza o coração dos governantes. Porque as pessoas que passam fome, na maioria dos países, são tratadas como se fossem invisíveis”, completou o presidente.

Situação em Cuba

O titular do Planalto condenou a crise humanitária em Cuba. A ilha enfrenta sérias dificuldades energéticas e econômicas, agravadas por sanções e restrições impostas pelos Estados Unidos, que ameaçam tarifas contra países que forneçam petróleo a Cuba, aprofundando a situação humanitária — que preocupa o chefe do Executivo.

“Pasmem, Cuba não está passando fome porque não sabe produzir. Cuba não está passando fome porque não sabe construir a sua energia. Cuba está passando fome porque não querem que Cuba tenha acesso às coisas que todo mundo deveria ter direito”, declarou o presidente.

“Mas vamos supor que não se cuida de Cuba por uma perseguição ideológica: ‘Então não vamos ajudar Cuba porque Cuba é um país comunista’. Ajuda o Haiti, que passa tanto ou mais fome do que Cuba e que está sendo dominado por gangues. Tem tanta gente para ser ajudada, que está esperando um gesto, um gesto desse crescimento econômico de todos os países, dessa concentração de riquezas”, pontuou.

Como mostrou o Metrópoles, o governo federal está avaliando o envio de ajuda humanitária ao país caribenho, na forma de medicamentos e alimentos, em resposta à crescente crise no país caribenho.

Desde 1958, Cuba é alvo de embargo econômico imposto pelos Estados Unidos. As sanções foram impostas no contexto da Guerra Fria, e da aproximação de Cuba com o regime comunista, alinhado à extinta União Soviética. No início deste ano, a crise humanitária se agravou, com sanções a ameaças impostas por Trump.

Em seu discurso, Lula citou o líder norte-americano ao questionar as falas dele. Segundo o presidente, é recorrente que Trump destaque o poderio militar e bélico dos EUA, dizendo ter “o maior navio do mundo” e “o maior exército do mundo”. Lula, então, questionou:

39ª Conferência da FAO

O evento, que debate os desafios para o combate à fome, é o principal fórum regional da FAO para definição de prioridades e alinhamento estratégico das ações da organização no biênio de 2026 a 2027. O encontro reuniu ministros, autoridades e representantes de países latino-americanos e caribenhos. A abertura contou com a participação do Diretor-Geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), QU Dongyu.

Do lado brasileiro, participaram os ministros do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira — que também é co-presidente da sessão da FAO —; da Agricultura, Carlos Fávaro; do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias; e das Relações Exteriores, Mauro Vieira.

A primeira-dama, Janja Lula da Silva, também esteve presente. Na ocasião, ela recebeu o título de Campeã da Boa-Vontade contra a Fome. Ela recebeu o prêmio pelos trabalhdos realizados junto a FAO e, a partir do título, tem a missão de promover a conscientização dos esforços científicos da organização e contribuir para o desenvolvimento dos sistema agroalimentares.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?