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Eleições 2026Brasil

Em debate, Lula e Flávio falam sobre “filho” e “irmão” fugidos do Brasil

Flávio Bolsonaro questionou paradeiro de Lulinha, e Lula acusou Eduardo Bolsonaro de tramar contra o Brasil nos Estados Unidos

18/10/2026 20:53
Imagens cedidas pela TV Band
Em debate, Lula e Flávio falam sobre “filho” e “irmão” fugidos do Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, trocaram acusações sobre familiares durante o debate da Band, neste domingo (18/10).

O filho mais velho de Jair Bolsonaro (PL) questionou o paradeiro de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e cobrou uma investigação da Polícia Federal (PF), que vive na Europa.

Em resposta, Lula afirmou que o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), irmão do senador, está nos Estados Unidos tramando contra o Brasil.

Na sequência, o senador questionou a atuação da Polícia Federal em relação ao filho de Lula. “É importante falar que na frente das câmeras você fala que você, né, todo mundo tem que ser investigado, mas a Polícia Federal até agora não foi atrás do seu filho. Por que que ele tá fugindo lá na Espanha? Por que que ele não tá aqui?”, afirmou.

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Lula rebateu a acusação citando Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos. O presidente acusou o deputado de atuar contra os interesses brasileiros e de pedir uma intervenção do presidente norte-americano, Donald Trump, no país.

“O seu irmão está fugindo nos Estados Unidos…O seu irmão está fugindo nos Estados Unidos tramando contra o Brasil! Tramando contra o Brasil, pedindo intervenção do Trump no Brasil!”, declarou Lula.

Na mesma resposta, o presidente afirmou que a atuação atribuída ao deputado seria uma traição à pátria e disse que os envolvidos seriam julgados.

“Na verdade, o que vocês estão fazendo é trair a pátria. E vocês serão julgados por isso”, afirmou.

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Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, com o presidente Lula em abril de 2023
Após reunião com Flávio Bolsonaro, Trump decidiu por tarifaço
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Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, com o presidente Lula em abril de 2023
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Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, com o presidente Lula em abril de 2023

Reportagem Metrópoles
Após reunião com Flávio Bolsonaro, Trump decidiu por tarifaço
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Após reunião com Flávio Bolsonaro, Trump decidiu por tarifaço

Reprodução/Redes sociais

Lulinha vive na Espanha e é alvo de investigações

Fábio Luís Lula da Silva vive com a mulher e os dois filhos na Espanha desde 2025.

O filho mais velho de Lula é alvo de investigações da Polícia Federal que apuram suspeitas de corrupção e tráfico de influência.

As investigações examinam possíveis relações entre Lulinha, a lobista Roberta Luchsinger e outros envolvidos em negociações de interesse privado junto a órgãos públicos. As suspeitas não representam, por si só, comprovação de culpa.

A mudança para a Espanha e a situação investigativa do filho do presidente tornaram-se temas de embate político durante a campanha eleitoral.

Eduardo Bolsonaro vive nos EUA e recebeu green card

Já o irmão de Flávio Bolsonaro, Eduardo, está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. Em julho deste ano, o governo norte-americano concedeu ao ex-deputado o green card, documento que garante residência permanente no país. A autorização também foi concedida à mulher e aos filhos dele.

O documento permite que Eduardo more e trabalhe legalmente nos Estados Unidos por tempo indeterminado. A concessão, porém, não elimina eventuais consequências de decisões judiciais brasileiras nem impede, por si só, um pedido de extradição.

Em junho, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Eduardo a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo. Segundo a Corte, o ex-deputado atuou nos Estados Unidos para pressionar autoridades norte-americanas e tentar interferir no julgamento que levou à condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por tentativa de golpe de Estado.

Em setembro, o STF rejeitou um recurso da defesa e manteve a condenação. A decisão também prevê inelegibilidade por oito anos após o cumprimento da pena, além de outras consequências estabelecidas pela Corte.

Durante sua permanência nos Estados Unidos, Eduardo defendeu medidas contra autoridades brasileiras e buscou apoio do governo Trump em meio ao conflito entre setores do bolsonarismo e o Judiciário brasileiro. O ex-deputado, por sua vez, afirma ser alvo de perseguição política.