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Brasil

Em CPI, Braskem assume culpa por afundamento de solo em Maceió

Vice-presidente admitiu que a empresa é culpada durante depoimento nesta quarta-feira (10/4), em CPI no Senado Federal

10/04/2024 14:44, atualizado 11/04/2024 13:26
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Orlando Costa/Especial Metrópoles
maceió afundamento solo mina cpi da braskem - Metrópoles

O vice-presidente da Braskem, Marcelo Arantes, admitiu pela primeira vez que a empresa é “culpada” pelo afundamento do solo de vários bairros em Maceió (AL). A confissão ocorreu nesta quarta-feira (10/4), durante depoimento na CPI que apura o caso no Senado.

O executivo chegou a explicar ao senador Dr. Hiran (PP-PR) que, na sua visão, a Braskem se negou a assumir a responsabilidade do desastre ambiental em Maceió.

“A Braskem tem, sim, contribuição e é responsável pelo evento ocorrido em Maceió. Isso já ficou claro”, disse o empresário.

Arantes declarou que depois do encerramento das atividades de extração de sal-gema na região, a empresa priorizou garantir a segurança da população afetada. Durante o depoimento, ele falou sobre o que chamou de “programa de compensação financeira”, criado para os moradores das áreas atingidas pelo afundamento do solo.

“Não é à toa que todos os esforços da companhia têm sido colocados para reparar, mitigar e compensar todo o dano causado à subsistência na região”, destacou.

Vice-presidente evitou responder perguntas

Pela primeira vez após mais de um mês desde o início dos depoimentos da CPI da Braskem, a comissão de inquérito ouviu um representante da mineradora. Apesar das explicações dadas na sessão desta quarta-feira, Marcelo Arantes evitou responder perguntas que lhe foram feitas.

Irritado com a postura do empresário, o senador Omar Aziz (MDB-AM) disse que estavam “perdendo tempo” em estar ali.

Caso Braskem

Em dezembro do ano passado, a mina 18 da Braskem se rompeu na lagoa de Mundaú, no bairro Muntage, em Maceió.

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Flexal, em Maceió, virou comunidade isolada
Desnível em solo de bairro em Maceió
A empresa resposável pelas minas é a Braskem
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Desde 2018, a capital já registrava tremores devido às atividades mineradoras na região. Dezenas de milhares de pessoas precisaram abandonar suas casas após o surgimento de rachaduras em edifícios e ruas.

Esse é considerado o maior desastre ambiental em curso ocorrido em solo urbano no país.

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