
Em carta aos católicos, Lula pede "voto motivado pela verdade e respeito"
No documento, datado de 12 de outubro, Lula cita ações sociais e defende que eleitores considerem a fé e a consciência na hora de votar

O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) escreveu uma carta dirigida aos fiéis católicos em que pede um “voto motivado pela verdade, pelo respeito ao próximo e pela justiça” no segundo turno das eleições, marcado para domingo (25/10).
O documento, obtido pelo Metrópoles nesta terça-feira (20/10), é datado de 12 de outubro, dia de Nossa Senhora Aparecida.
“Peço que vocês examinem essa escolha à luz de sua consciência, de sua fé, de seus valores e, sobretudo, da realidade vivida por você e milhões de brasileiros”, escreveu Lula, que se declara católico. O presidente também pediu que os eleitores considerem as trajetórias dos candidatos, os resultados de suas ações e os interesses coletivos do país.
Na mensagem, Lula afirma que a escolha eleitoral vai além de nomes e partidos e envolve a definição do projeto de país para os próximos anos. Segundo ele, a política não deve ser usada como instrumento de “ódio, vingança ou privilégio”, mas precisa estar voltada ao atendimento das necessidades da população.

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Ao longo da carta, o presidente cita ações que, segundo ele, contribuíram para melhorar as condições de vida das famílias brasileiras.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“Nos últimos anos, importantes políticas sociais demonstraram fazer diferença concreta na vida das famílias. Programas de transferência de renda, valorização do salário mínimo, geração de empregos, expansão do acesso à educação, à saúde e à alimentação, além de iniciativas voltadas à agricultura familiar e à moradia, contribuíram para reduzir a pobreza e ampliar oportunidades”, disse.
Em seguida, o petista afirma que o Brasil não deve permitir que milhões de pessoas voltem a enfrentar problemas como fome, desemprego, falta de atendimento médico e dificuldades para oferecer educação de qualidade aos filhos.
“Não devemos aceitar que milhões de brasileiros voltem a vivenciar a fome, o desemprego, a falta de atendimento médico ou a impossibilidade de oferecer aos filhos uma educação de qualidade. O desenvolvimento de um país não se mede apenas pelo tamanho de sua economia, mas pela qualidade de vida de seu povo”, completa.
Ele finaliza o documento pedindo que Deus abençoe o Brasil e ilumine a consciência dos eleitores para que o país siga, segundo ele, em direção a uma sociedade mais justa, solidária e fraterna.
