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Entre 2012 e 2017, quase 4 milhões de acidentes de trabalho resultaram na morte de 14.412 pessoas e custaram mais de R$ 26,2 bilhões à Previdência Social, de acordo com dados do Ministério Público do Trabalho (MPT) divulgados nesta segunda-feira (5/3).

“No Brasil, temos uma cultura de que o trabalhador acidentado não é problema da empresa, e sim da Previdência. Não é justo que toda a sociedade arque com essa despesa com base em descumprimento, por parte das empresas, de regras mínimas de saúde e segurança do trabalho”, afirma o procurador-geral do Trabalho, Ronaldo Fleury. A conta inclui despesas com auxílio-doença, aposentadoria por invalidez, pensão por morte e auxílio-acidente.

Os 3.879.755 Comunicados de Acidente de Trabalho (CATs) e as mais de 14 mil mortes estavam no “Acidentômetro”, iniciativa divulgada pelo MPT para medir os perigos a que os trabalhadores estão submetidos diariamente. Mas, como a cada 38 segundos há uma nova ocorrência e, a cada 3h38, uma nova morte em ambiente de trabalho, esses números já aumentaram.

Os trabalhadores com remuneração mais baixa são os que mais sofrem esse tipo de acidentes. A maior parte das lesões são cortes e feridas (21%), fraturas (17%) e contusões (15%). Entre as atividades mais atingidas, estão aquelas relacionadas a hospitais, supermercados, à administração pública e à construção de edifícios.

São Paulo (37%), Minas Gerais (10%) e Rio de Janeiro (7%) lideram o ranking dos estados com mais CATs.