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Eleições 2026Brasil

Eleições: presidenciáveis aceleram para fechar palanques estaduais

Convenção partidária teve início nesta segunda-feira (20/7) e partidos já batem martelo sobre candidatos para o pleito de outubro

21/07/2026 04:30, atualizado 21/07/2026 09:36
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES - IGO ESTRELA/METRÓPOLES - BRENO ESAKI/METRÓPOLES - KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES
Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado

Com o início das convenções partidárias, os principais nomes na disputa pelo Palácio do Planalto intensificam a corrida para fechar palanques estaduais, considerados estratégicos para impulsionar as campanhas presidenciais.

Na corrida pelos apoios locais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chega à etapa com vantagem e com definições em 25 estados e no Distrito Federal.

Do outro lado, os presidenciáveis da direita, como Flávio Bolsonaro (PL), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), ainda negociam alianças e buscam consolidar candidaturas competitivas aos governos estaduais que possam servir de palanque nos redutos eleitorais.

A convenção partidária marca o período que partidos e filiados devem se reunir para definir candidatos para as eleições, a data para tal definição se encerra no dia 5 de agosto. Após essa processo, as legendas têm até o dia 15 de agosto para registrar o pedido de candidatura.


Convenções partidárias

  • A convenção partidária é uma etapa fundamental do processo eleitoral. Nesse momento, os partidos políticos e as federações partidárias se reúnem para escolher quem vai disputar cada cargo e deliberar sobre a formação de coligações.
  • No caso das federações, a convenção ocorre de forma unificada, com a participação de todos os partidos que tenham órgão de direção partidária na circunscrição. Os encontros devem ser realizados no período entre 20 de julho e 5 de agosto.
  • A legislação permite que as convenções sejam feitas de forma presencial, virtual ou híbrida. Os partidos realizam convenções estaduais e nacionais.
  • Com os candidatos definidos, os partidos, as federações e as coligações têm até 15 de agosto para registrarem formalmente as candidaturas na Justiça Eleitoral. No dia seguinte, em 16 de agosto, inicia-se a propaganda eleitoral geral, nas ruas e na internet.

Lula na frente das definições

O presidente Lula chancelou o avanço nas definições estaduais na última semana, quando bateu o martelo sobre o Minas Gerais e alçou o deputado federal Patrus Ananias (PT) como pré-candidato da legenda ao Palácio Tiradentes. A decisão encerrou um longo entrave no estado.

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Além do segundo maior colégio eleitoral do país, Minas Gerais é um “termômetro” para a disputa presidencial já que, tradicionalmente, o presidenciável mais votado no estado converge com o candidato eleito para assumir o Palácio Planalto.

Além da candidatura própria no estado mineiro, o Partido dos Trabalhadores (PT) também lançou candidatos ao governos locais em 10 estados, além de ter costurado apoios a nomes do Partido Democrático Trabalhista (PDT), Partido Social Brasileiro (PSB), Movimento Social Democrático (MDB), União Brasil e Progressistas (PP).

Resta ao petista, agora, chegar a uma definição apenas no estado de Goiás. O estado enfrenta um entrave entre o diretório nacional do PT e o diretório estadual da legenda. Em reunião na última segunda-feira (13/7), o PT em Goiás decidiu manter apoio à pré-candidatura do ex-deputado estadual Luis Cesar Bueno (PT) ao governo do estado goiano.

A decisão, no entanto, contraria a vontade de Lula, que defende que a deputada federal Adriana Accorsi (PT-GO) na disputa ao governo. Mas ela resiste à proposta. A parlamentar preside o diretório estadual da sigla e endossou apoio a Bueno.

Flávio Bolsonaro tem indefinições em seis estados

Principal adversário do presidente Lula na corrida presidencial, Flávio Bolsonaro (PL) já fechou arranjos em 21 estados. Deste arranjos, em 12 estados o Partido Liberal (PL) tem candidatos próprios, além de alianças com o União Brasil, Progressistas (PP) e Republicanos em outras localidades.

O filho mais velho de Jair Bolsonaro (PL), contudo, ainda busca desatar nós nos seis estados sem definição — Alagoas, Amapá, Espírito Santo, Minas Gerais, Pernambuco e Maranhão.

Em ao menos dois deles, em Pernambuco Alagoas, pessoas que acompanham a articulação, como antecipou o Metrópolesacreditam que o presidenciável pode acabar sem coligação oficial.

No Espirito Santo, por outro lado, as conversas caminham para uma definição. Um acordo do PL com o Republicanos pode consolidar no apoio de Flávio Bolsonaro a Lorenzo Pazolini (Republicanos), prefeito da capital capixaba, para o governo do estado.

PSD de Caiado tem candidatos em 13 estados

Ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado e Gilberto Kassab
Ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado e Gilberto Kassab

O Partido Social Democrático (PSD) que tem Ronaldo Caiado (PSD) e Gilberto Kassab (PSD) na chapa para a Presidência da República pela legenda, tem candidatos próprios em 12 estados e no Distrito Federal. São eles:

  • Santa Catarina: João Rodrigues
  • Paraná: Sandro Alex
  • Rio de Janeiro: Eduardo Paes
  • Minas Gerais: Mateus Simões
  • Pernambuco: Raquel Lyra
  • Sergipe: Fábio Mitidoeri
  • Amazonas: Omar Aziz
  • Distrito Federal: José Roberto Arruda
  • Tocantins: Laurez Moreira
  • Rondônia: Adailton Furia
  • Mato Grosso: Natasha Slhessarenko
  • Amapá: Dr. Furlan
  • Maranhão: Eduardo Braide

Nem todos estes nomes, contudo, se convertem em apoio à pré-candidatura de Caiado ao Palácio do Planalto. Apesar da proximidade de parte de seus candidatos com o bolsonarismo, o PSD tende a adotar uma estratégia de neutralidade nos estados durante a campanha, evitando declarar apoio explícito a Ronaldo Caiado ou Flávio Bolsonaro.

Zema tem palanque em quatro estados

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Valdemar da Costa Neto e Flávio Bolsonaro
Renan Santos no evento Debating Brazil
Pré-candidato à presidência Romeu Zema
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Pré-candidato à presidência Romeu Zema

Reprodução/Amcham
Valdemar da Costa Neto e Flávio Bolsonaro
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Valdemar da Costa Neto e Flávio Bolsonaro

Beto Barata/Partido Liberal
Renan Santos no evento Debating Brazil
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Renan Santos no evento Debating Brazil

Sérgio Lima / Novo Selo Comunicação

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo) deve contar apoio em quatro estados, onde o Novo tem candidatos próprios.

A legenda tem pré-candidatos ao governo estadual no Ceará, com o senador Eduardo Girão; Mato Grosso do Sul, com João Henrique Catan; no Distrito Federal com Kiko Caputo; e no Rio de Janeiro com André Marinho.

Articuladores do Partido Novo consultados pelo Metrópoles sob reserva afirmaram que a legenda articulou apoio em 13 estados, onde deve apoiar candidatos de partidos variados, incluindo do PL e do PSD. A estratégia busca preservar alianças regionais e evitar desgastes com partidos que, embora apoiem presidenciáveis distintos, dividem palanques e composições eleitorais com o Novo nos estados.

Na prática, a legenda optou por priorizar os acordos locais, mantendo o apoio a candidatos considerados competitivos para os governos estaduais e preservando coligações para outros cargos, como o Senado. Como é o caso do Rio Grande do Sul.

No estado, o Novo apoiar a candidatura do deputado federal Luciano Zucco (PL), que inclui o senador Marcel van Hattem (Novo) na chapa, que busca a reeleição para o Senado.

O Novo, conforme apurou o Metrópoles, também deve apoiar:

  • Santa Catarina: Jorginho (PL)
  • Paraná: Sérgio Moro (PL)
  • Amazonas: Maria do Carmo
  • Goiás: Wilder (PL)
  • Mato Grosso: Wellington(PL)
  • Pernambuco: Raquel Lyra (PSD)
  • Minas Gerais: Mateus Simões (PSD)
  • Maranhão: Eduardo Braide (PSD)
  • São Paulo: Tarcísio Freitas (Republicanos)
  • Acre: Alan Rick (Republicanos)
  • Espírito Santo: Pazolini (Republicanos)
  • Pará: Dr. Daniel (Pará)

Missão de Renan Santos tem cinco pré-candidatos

O Missão que tem Renan Santos como pré-candidato ao Palácio do Planalto, conforme apurou o Metrópoles, não vai apoiar nomes de outras legendas. O partido, contudo, tem cinco pré-candidatos aos governos locais em seis estados. São eles:

  • Rio de Janeiro: Coronel Busnello
  • Paraná: Luiz Felipe França
  • Minas Gerais: Ben Mendes
  • Pernambuco: Renan Hallais
  • Mato Grosso: Rafael Milas
  • Espírito Santos: Breno Barcellos