
Eleições: 5 governadores apoiados por Lula são reeleitos
Candidatos apoiados por Lula que foram eleitos no 1º turno são governadores do Nordeste que conquistaram reeleição. 18 ficaram pelo caminho
04/10/2026 22:10, atualizado 04/10/2026 22:13

Cinco candidatos aos governos estaduais apoiados pelo presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foram eleitos no 1º turno das eleições de 2026. Outros quatro candidatos avançaram para o 2º turno, marcado para 25 de outubro.
Todos os candidatos apoiados por Lula que foram eleitos no 1º turno são governadores que conseguiram a reeleição e estão em estados do Nordeste, região em que o petista mantém uma importante base eleitoral.
São eles:
- Rafael Fonteles (PT), reeleito para o governo do Piauí com mais de 70% dos votos;
- Lucas Ribeiro (PP), reeleito para o governo da Paraíba com mais de 64% dos votos;
- Fábio Mitidieri (PSD), reeleito para o governo de Sergipe com mais de 59% dos votos;
- Jerônimo Rodrigues (PT), reeleito para o governo da Bahia com mais de 55% dos votos;
- Elmano de Freitas (PT), reeleito para o governo do Ceará com mais de 52% dos votos.
Entre os candidatos apoiados por Lula que avançaram para o 2º turno, estão:
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles- Amazonas — Omar Aziz (PSD) disputa com Professora Maria do Carmo (PL);
- Distrito Federal — Leandro Grass (PT) disputa com a atual governadora, Celina Leão (PP);
- Rio de Janeiro — Eduardo Paes (PSD) disputa com Douglas Ruas (PL);
- Rio Grande do Norte — Cadu Xavier (PT) disputa com Allyson Bezerra (União Brasil).

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Ver todasLula formou palanques com candidatos aos Executivos estaduais nas 27 Unidades da Federação, seja com nomes do PT, seja com integrantes de partidos aliados.
Ao todo, o PT lançou 12 candidaturas próprias aos governos estaduais.
Veja como ficou a situação dos candidatos petistas:
- Bahia: Jerônimo Rodrigues (PT) — reeleito;
- Ceará: Elmano de Freitas (PT) — reeleito;
- Distrito Federal: Leandro Grass (PT) — ficou em segundo lugar e disputa o 2º turno;
- Espírito Santo: Helder Salomão (PT) — ficou em terceiro lugar;
- Goiás: Luiz Cesar Bueno (PT) — ficou em terceiro lugar;
- Maranhão: Felipe Camarão (PT) — ficou em terceiro lugar;
- Minas Gerais: Patrus Ananias (PT) — ficou em segundo lugar, mas a disputa foi encerrada no 1º turno;
- Mato Grosso do Sul: Fábio Trad (PT) — ficou em segundo lugar, mas a disputa foi encerrada no 1º turno;
- Piauí: Rafael Fonteles (PT) — reeleito;
- Rio Grande do Norte: Cadu Xavier (PT) — ficou em segundo lugar e disputa o 2º turno;
- Rondônia: Expedito Netto (PT) — ficou em quarto lugar;
- São Paulo: Fernando Haddad (PT) — ficou em segundo lugar, mas a disputa foi encerrada no 1º turno.
Entre os candidatos de partidos aliados apoiados por Lula, o resultado do 1º turno foi:
- Acre: Thor Dantas (PSB) — ficou em quarto lugar;
- Alagoas: Renan Filho (MDB) — ficou em segundo lugar, mas a disputa foi encerrada no 1º turno;
- Amazonas: Omar Aziz (PSD) — ficou em primeiro lugar e disputa o 2º turno;
- Amapá: Clécio Luís (União Brasil) — ficou em segundo lugar, mas a disputa foi encerrada no 1º turno;
- Mato Grosso: Dra. Natasha (PSD) — ficou em terceiro lugar;
- Pará: Hana Ghassan (MDB) — ficou em segundo lugar, mas a disputa foi encerrada no 1º turno;
- Paraíba: Lucas Ribeiro (PP) — reeleito;
- Pernambuco: João Campos (PSB) — ficou em segundo lugar, mas a disputa foi encerrada no 1º turno;
- Paraná: Requião Filho (PDT) — ficou em terceiro lugar;
- Rio de Janeiro: Eduardo Paes (PSD) — ficou em segundo lugar e disputa o 2º turno;
- Roraima: Rosi Aires (PSol) — ficou em terceiro lugar;
- Rio Grande do Sul: Juliana Brizola (PDT) — ficou em segundo lugar, mas a disputa foi encerrada no 1º turno;
- Santa Catarina: Gerson Merídio (PSB) — ficou em segundo lugar, mas a disputa foi encerrada no 1º turno;
- Sergipe: Fábio Mitidieri (PSD) — reeleito;
- Tocantins: Laurez Moreira (PSD) — ficou em terceiro lugar.
Com isso, 18 candidatos apoiados por Lula ficaram pelo caminho no 1º turno e não avançaram na disputa pelos governos estaduais.
Impacto para Lula
O desempenho dos candidatos apoiados por Lula nos estados também funciona como um termômetro da força política do presidente fora da disputa nacional.
Nos estados em que aliados avançaram para o 2º turno, Lula terá palanques ativos até 25 de outubro e poderá contar com essas alianças na segunda etapa da eleição.
Já nos estados em que seus candidatos foram derrotados, a campanha terá de reorganizar a articulação política local para o 2º turno. Entre os principais casos estão São Paulo e Minas Gerais, primeiro e terceiro maiores colégios eleitorais do país, respectivamente.



