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Dados da pesquisa RealTime Big Data, divulgados nesta quarta-feira (19/10), apontam que Tarcísio de Freitas (Republicanos) lidera a disputa para o segundo turno ao governo de São Paulo, com 58% dos votos válidos. Fernando Haddad (PT) tem 42%. O cenário desconsidera votos nulos e brancos.
Os números apontam estabilidade em comparação ao último levantamento, divulgado em 11 de outubro. À época, Tarcísio tinha 57% das intenções de voto e Haddad, 43%.
Quando considerados todos os votos, Tarcísio fica com 49% e Haddad, 36%. Votos nulos e brancos correspondem a 7% do total. Além disso, 8% dos entrevistados não responderam ou informaram não saber em quem votar.
A pesquisa ouviu 1,2 mil pessoas entre os dias 17 e 18 de outubro, em municípios de diversas regiões do estado de São Paulo.
A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, e o índice de confiança é de 95%. A pesquisa tem registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código SP-088667/2022.
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Tarcísio Gomes de Freitas, nascido em 1975, é um engenheiro, político e militar da reserva. Natural do Rio de Janeiro, Freitas é ex-ministro da Infraestrutura do Brasil e o preferido de Bolsonaro para o governo de São Paulo
Rafaela Felicciano
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Servidor de carreira vinculado à consultoria legislativa da Câmara dos Deputados, Freitas também é formado pela Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), a mesma frequentada por Bolsonaro
Rafael Carvalho/Governo de transição
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Em 2011, chegou a cúpula do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit), durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff, e mais tarde, em 2014, assumiu o comando do órgão
Agência Brasil
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Após o impeachment de Dilma, Tarcísio de Freitas passou a atuar na Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimento (PPI). Já no governo Bolsonaro, o político assumiu o comando do ministério da Infraestrutura do Brasil
Marcelo Camargo/Agência Brasil
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No fim de março de 2022, no entanto, Freitas deixou o ministério para se lançar pré-candidato ao governo de São Paulo pelo Partido Republicanos. Ele tem o total apoio do atual presidente da República
Alan Santos/PR
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Católico fervoroso e apoiador de Bolsonaro, o ex-ministro chegou a afirmar que Jair “não só foi escolhido pela população brasileira, mas também foi escolhido por Deus”
Igo Estrela/ Metrópoles
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Tarcísio é conhecido por ser alguém impaciente e que enfrenta qualquer pessoa que não concorde com ele
Coluna Guilherme Amado/Metrópoles
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Enquanto trabalhava como secretário do PPI e tentava conseguir a concessão da Rodoviária de Integração do Sul (RIS), por exemplo, auditores não quiseram liberá-la, pois enxergavam irregularidades no edital. O ex-ministro por sua vez, irritado, acusou o TCU de levantar suspeitas sem prova
Alan Santos/PR
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“Os auditores do TCU não são os papas do universo. Tem muito absurdo nesse relatório, faz insinuações e não apresenta evidências. Estamos seguros do que colocamos lá e vamos nisso até o fim”, disse Freitas à época
Fábio Vieira/Metrópoles
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Recentemente, declarações do pré-candidato ao governo de São Paulo irritaram policiais paulistas. Isso porque em entrevista ao canal do YouTube Money Report, Freitas afirmou que a segurança pública do estado havia ruído e que um dos motivos para isso seria um suposto pacto com o crime organizado
Divulgação
11 de 12Alberto Ruy/MInfra
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Além disso, o deputado também criticou o destino político de Tarcísio, que quer o governo de SP, mas é do Rio de Janeiro
Rafaela Felicciano/Metrópoles
Recortes
Quando analisadas as intenções de voto por renda, Tarcísio lidera entre os mais ricos. O candidato ficou com 56% das intenções de voto entre eleitores que recebem mais que cinco salários mínimos.
Haddad é mais popular entre os que recebem até dois salários, com 40% das intenções de voto neste grupo.
A pesquisa também mostrou a popularidade dos candidatos por gênero: Tarcísio é mais popular entre os homens, com 55% das intenções de voto neste grupo. Haddad recebe mais apoio de mulheres, com 40%.
O candidato do Republicanos também lidera a corrida entre os evangélicos, com 61% neste grupo e 49% da adesão de católicos. Haddad tem 38% entre os evangélicos. Já no meio dos católicos, o petista tem 28%.