PL de Bolsonaro fisga cúpula da segurança do RJ para eleição em 2022

Com candidaturas de ex-chefes da Polícia Civil, partido de Valdemar Costa Neto tenta dobrar bancada fluminense bolsonarista na Câmara

atualizado 06/04/2022 0:30

Allan Turnowski, secretário da Polícia CivilAline Massuca/ Metrópoles

Rio de Janeiro – Depois da onda conservadora que elegeu o presidente Jair Bolsonaro em 2018 e diversos representantes policiais para o Congresso, o Partido Liberal (PL), do ex-deputado Valdemar Costa Neto, fisgou a cúpula da Polícia do Rio de Janeiro para concorrer a vagas na Câmara e tentar praticamente dobrar a bancada de deputados federais no estado – dos atuais 9 para 15 congressistas.

Embora já tenha ocupado cargos na cúpula da Polícia Civil tanto nos governos de Anthony Garotinho (ex-PDT e ex-PSB), Sérgio Cabral (MDB) e Luiz Fernando Pezão (MDB), o delegado Allan Turnowski, ex-chefe de Polícia Civil no Rio, só decidiu sair candidato agora, no palanque de Bolsonaro, com o governador Cláudio Castro (PL-RJ) como candidato à reeleição.

A iniciativa de Turnowski para ser candidato pelo PL é creditada ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Quem também será candidato pelo PL é o delegado Fernando Veloso, chefe da Polícia Civil no governo de Pezão (MDB) e até semana passada secretário estadual de Administração Penitenciária de Castro. Veloso já tinha sido postulante a vice-prefeito, pelo PSD, na chapa do deputado federal Luiz Lima (União Brasil-RJ), candidato bolsonarista derrotado para a Prefeitura do Rio em 2020.

Caciques do PL no Rio esperam atrair mais de 2 milhões de votos para deputados federais, de modo a eleger ao menos 15 representantes nas 46 vagas disponíveis. O partido deve apresentar uma nominata com 47 candidatos, o limite máximo permitido pela legislação eleitoral no estado.

Fora os delegados, a legenda também aposta na candidatura do vice-presidente de futebol do Flamengo, Marcos Braz. Outro notório bolsonarista aguardado como candidato a deputado federal pela legenda no Rio é o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello.

Turbinado com uma cota superior a R$ 340 milhões do fundo eleitoral, por ser uma das maiores bancadas da Câmara, o partido não deve distribuir igualmente os recursos do fundo entre os 47 candidatos, priorizando recursos para apostas como Turnowiski e Veloso, de acordo com dirigentes entrevistados pelo Metrópoles.

“O PL investe nos seus candidatos”, diz Nilton Fonseca Filho, secretário-geral da sigla no estado do Rio de Janeiro.

Opositores de Bolsonaro e Castro no Rio estão preocupados com o uso de recursos do fundão e de emendas de relator do Orçamento da União, o chamado “orçamento secreto”, pelo PL e outros partidos do Centrão.

“Eventuais práticas nocivas do Centrão podem ser consideradas coisas de trombadinha no que vai se passar nessa campanha eleitoral”, criticou o ex-deputado federal Miro Teixeira (PDT).

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