“Nem Lula, Nem Bolsonaro”: João Doria diz que votará nulo no 2° turno

"Não faço ataques nem a um lado, nem ao outro", afirmou o ex-governador de São Paulo

atualizado 04/10/2022 17:55

João Doria Igo Estrela/Metrópoles

O ex-governador de São Paulo João Doria afirmou que irá votar nulo no segundo turno da disputa para a Presidência da República e não apoiará nem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nem o atual presidente Jair Bolsonaro (PL).

“[Não vou] nem de Lula, nem de Bolsonaro”, disse Doria em entrevista ao UOL News. “O meu voto será o da neutralidade. Meu voto será nulo. Não faço ataques nem a um lado, nem ao outro.”

Nesta terça-feira (2/10), o PSDB, partido ao qual Doria é filiado, divulgou que a Executiva Nacional da sigla “decidiu liberar os diretórios estaduais e filiados no 2° turno das eleições presidenciais”.

Sobre as críticas feitas ao governo Bolsonaro enquanto era governador de São Paulo, o tucano reforçou que as mantém até hoje. “Reafirmo as críticas que fiz a Bolsonaro e as mantenho integralmente. Não mudei a minha posição em relação àquilo que de mal fez o governo Bolsonaro, e não foi apenas no tema da saúde, mas também no âmbito econômico e social. É um governo errático em praticamente todas as suas áreas”, disse.

Publicidade do parceiro Metrópoles 1
Publicidade do parceiro Metrópoles 2
Publicidade do parceiro Metrópoles 3
0

O ex-governador acrescentou que também possui visão crítica em relação aos mandatos de Lula, “em relação à falta de comportamento moral e de lisura no tratamento do dinheiro público”. “Por isso que a minha posição é de neutralidade neste momento.”

2º turno

No primeiro turno da disputa, a diferença entre Lula, com 48,4% dos votos válidos, e Bolsonaro, que marcou 43,2% do total, foi de 5,2 pontos.

A campanha à Presidência da República teve o seu reinício a partir das 17h desta segunda-feira (3/10), após um primeiro turno polarizado. Com a confirmação das apurações, o relógio começa a contar 28 dias até o segundo turno.

No sistema eleitoral brasileiro, para um candidato ser eleito presidente ou vice-presidente da República; governador e vice; prefeito ou vice de um município com mais de 200 mil eleitores, não basta que obtenha mais votos do que os seus concorrentes no primeiro dia das eleições.

O que garante a vitória para o cargo é o critério de maioria absoluta – ou seja, o candidato tem que obter mais da metade dos votos válidos (excluídos votos em branco e nulos).

Mais lidas
Últimas notícias