Lula sobre prisão: “Estado vai ter que me pagar pelos prejuízos”

O ex-presidente também voltou a prometer derrubar os sigilos de 100 anos de Bolsonaro e o revogar o teto de gastos

atualizado 25/09/2022 13:47

Reprodução/YouTube

O ex-presidente e candidato do PT ao Planalto, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que foi “vítima da maior sacanagem da história” ao comentar sobre sua prisão, durante comício no Rio de Janeiro, neste domingo (25/9). Ele também disso que o Estado precisa “pagar os prejuízos” que, segundo o petista, foram causados em sua vida.

“Achei honroso o William Bonner, no dia que eu fui na entrevista da Globo, ele teve a grandeza de dizer: ‘Presidente, o senhor não deve mais nada à Justiça desse país”. E quem deve são eles a mim. Porque em algum momento, o Estado vai ter que devolver e me pagar os prejuízos que eles causaram na minha vida”, pontuou durante discurso. Veja o momento:

“Eu fui vítima da maior sacanagem histórica que já fizeram com um ser humano. Fizeram com Getúlio [Vargas], que levaram ele a se matar, e eu resolvi que não vale a pena morrer pelas mentiras dos nossos adversários”, declarou o petista.

Lula disse ainda que teve de enfrentar as acusações para “desmarcarar” os adversários. “Tive 13 horas de Jornal Nacional falando mal de mim por nove meses. Eu tive 59 páginas de todas capas das revistas. Tive 680 primeiras páginas de jornais me esculachando. E eu não só provei minha inocência, como provei a culpa do [Sergio] Moro e a culpa do [Deltan] Dallagnol”, continuou.

O petista também colocou que sua única culpa, hoje, é por “ser inocente”. “Hoje, sou o único culpado do mundo e o crime que cometi é que virei inocente. Eu sou culpado de ser inocente”, comentou enquanto era aplaudido.

Sigilos

Durante o evento, Lula voltou a falar sobre derrubar os sigilos de 100 impostos pelo presidente e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), ao comentar interferências no Ministério Público e na Polícia Federal.

“No meu governo não teve esse negócio de pasta cor de rosa escondida. No meu governo, não teve sigilo. Eu vou ganhar as eleições e acabar com sigilo dele no primeiro mês. Simples assim. Ele fez por decreto e vou decretar o fim do sigilo”, prometeu.

O ex-presidente ainda mandou recado ao adversário ao afirmar que “quem não deve, não teme”. “Então, seu Bolsonaro, precisa parar de ser ‘garganta’, de ser arrogante. Ee tem contas a prestar”, colocou.

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Teto de gastos

Outra promessa que o ex-presidente voltou a falar foi a de acabar com o teto de gastos, caso seja eleito. Lula disse que “não quer gastar de forma irresponsável”, mas que o país “pode fazer um dívida” para bancar investimentos em infraestrutura.

“Acabou o teto de gastos quando eu for presidente da República”, assinalou. “Não é porque quero gastar de forma irresponsável. Eu aprendi com a dona Lindu […] a gente só pode gastar o que tem, mas se for para a gente fazer uma coisa nova, a gente pode fazer uma dívida. E o Brasil está precisando ter presidente arrojado que tome a atitude de voltar a investir em infraestrutura rapidamente.”

Lula também assegurou que vai convocar uma reunião com os governadores de todos os estados para discutir a “volta do ente federativo”.

Desconforto

Em discurso, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, causou desconforto ao dizer que os eleitores podem “votar em quem quiser, desde seja Lula presidente”. Entretanto, em seguida ele declarou apoio à Felipe Santa Cruz (PSD), vice na chapa de Rodrigo Neves (PDT) ao governo estadual. A fala acabou rendendo vaias de muitos presentes, que gritaram o nome de Marcelo Freixo (PSB).

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