Nova rodada da pesquisa Ipec (antigo Ibope) no Piauí mostra o ex-prefeito de Teresina e candidato do União Brasil Silvio Mendes à frente na disputa pelo governo do estado com 43% de intenções de voto. Em segundo lugar, está Rafael Fonteles (PT), que pontuou com 29%.
Mendes subiu cinco pontos percentuais em relação ao último levantamento, de 22 de agosto, em que teve 38%, seguido de 23% de Fonteles, que também cresceu na nova rodada.
O resultado é referente à pesquisa estimulada, modalidade em que os nomes dos candidatos são mostrados ao entrevistado.
No levantamento espontâneo, ou seja, em um cenário em que os eleitores dizem em que vão votar sem que se aponte as opções, Mendes alcançou 26%, enquanto Fonteles ficou com 17%.
Outros 44% não sabem quem vão escolher e 8% disseram anular ou votar em branco.
Em época de eleição, as pesquisas eleitorais são, quase sempre, termômetros importantes para acompanhar o cenário político. No entanto, não é raro observar resultados divergentes entre pesquisas que foram realizadas durante o mesmo período. Isso, na verdade, não aponta erro, mas explica como certas metodologias adotadas por empresas podem influenciar resultados
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Quando não se entende como os estudos são feitos, é comum achar que institutos podem estar tentando manipular resultados. Afinal, por qual motivo as pesquisas eleitorais são tão diferentes e erram tanto, não é mesmo? A resposta é simples: dependendo do local, da escolha de abordagem e até do momento em que as pesquisas são feitas, os resultados podem divergir
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As pesquisas eleitorais são um retrato do momento que os dados foram coletados. Elas não funcionam em tempo real. Por exemplo, se a intenção de voto para um candidato A é alta, mas no dia seguinte as coisas mudam pois ele se envolveu em polêmicas, a pesquisa estará desatualizada e não corresponderá mais à intenção do público
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A metodologia utilizada também pode ser uma variante. As perguntas feitas pelas empresas e até mesmo a abordagem utilizada influenciam na resposta do público
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Por exemplo, levemos em consideração que a empresa B escolheu realizar a pesquisa eleitoral entregando uma lista com nome dos candidatos para que a pessoa possa circular. A empresa C optou por abordar verbalmente pessoas na rua para descobrir a intenção de voto delas. A chance da empresa A conseguir mais participantes na pesquisa é superior às chances da empresa C, e isso já influencia no resultado de uma para a outra
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Além disso, apresentar estímulos que podem afetar a resposta do eleitor, fazer a entrevista pessoalmente, por e-mail ou por telefone e até a ordem das palavras pode desestimular ou estimular a participação. Levando em consideração que várias empresas realizam enquetes, obviamente os resultados serão conflitantes
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O local onde as pesquisas são feitas também pode fazer diferença. Geralmente, áreas onde a renda dos habitantes é baixa, determinados partidos tendem a ganhar, assim como locais onde a renda dos habitantes é mais alta, a preferência por outro determinado partido é nítida. Se um instituto conseguir entrevistar mais pessoas em um local e não no outro, o resultado também será influenciado
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Ou seja, em termos práticos, as empresas, muitas vezes, não estão erradas. As diferenças metodológicas das pesquisas é que definem o resultado
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Apesar de o que possa parecer, as diferenças entre as pesquisas não são mal vistas. Elas, na verdade, ajudam os institutos a compararem os resultados e melhorarem a abordagem para obter resultados mais exatos no futuro
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Confira o resultado completo:
Silvio Mendes: 26%
Rafael Fonteles: 17%
Coronel Diego Melo: 1%
Gessy Lima: 0%
Geraldo Carvalho: 0%
Outros: 5%
Brancos e nulos: 8%
Não souberam: 44%
Os demais candidatos não pontuaram.
Segundo turno
A pesquisa também mediu as intenções de voto para o segundo turno no estado. Em uma eventual disputa entre Silvio Mendes e Rafael Fonteles, o candidato do União Brasil levaria por 50% contra 34% do petista.
O levantamento ouviu 800 pessoas em 38 municípios do Piauí entre 9 e 12 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou menos, com índice de confiança de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob código PI-05214/2022.