Empresários e banqueiros já cobram reforma tributária de Lula

Confederação Nacional da Indústria e Febraban publicaram textos cobrando responsabilidade fiscal, reformas e maior diálogo entre setores

atualizado 31/10/2022 11:45

O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva durante coletiva de imprensa em SP Gustavo Moreno/Metrópoles

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) publicou uma nota nesta segunda-feira (31/10), após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições de domingo (30/10), sobre os desafios econômicos que o novo presidente enfrentará e exige um maior diálogo entre setores públicos e privados. 

O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, avalia que os próximos quatro anos exigirão do presidente eleito união e diálogo entre setores público e privado e a continuidade da agenda de reformas, principalmente a tributária. 

O texto fala ainda que foi entregue ao presidente eleito 21 documentos construídos a partir de sugestões de empresários e representantes das federações estaduais e das associações nacionais setoriais da indústria.

“Muitos dos problemas econômicos e sociais são antigos. Seus diagnósticos e soluções já fora exaustivamente discutidos. Precisamos, agora, concentrar esforços no enfrentamento dessas questões. Por isso, seguindo o exemplo dos países mais desenvolvidos, defendemos a adoção de uma visão de país de longo prazo, que tenha como objetivos centrais a inovação, os ganhos de produtividade e a maior inserção da economia brasileira no concorrido mercado internacional”, diz Robson Braga no texto. 

Além da CNI, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) lançou uma carta cumprimentando Lula e Geraldo Alckmin pelo resultado das eleições. “O setor bancário, que tradicionalmente se posiciona com pautas voltadas para o desenvolvimento do país, está à disposição para colaborar com o novo governo”, diz o texto.

A Febraban afirma que participou de encontros com as equipes dos principais candidatos e nesses eventos foram discutidas a inflação, responsabilidade fiscal, manutenção da autonomia do Banco Central, priorização das reformas tributária e administrativa, atração de investimentos e medidas voltadas à redução do custo de crédito para os consumidores.

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