Eleições 2022: 11 candidatos da “bancada da cannabis” são eleitos

O movimento, que reúne políticos de diversos partidos, busca discutir a legalização da maconha e outros assuntos correlatos

atualizado 07/10/2022 11:34

Folha da maconha IStock

No primeiro turno das votações, realizado no último domingo (2/10), 11 políticos ligados à “bancada da cannabis” foram eleitos para cargos na Casa Legislativa federal e em assembleias estaduais. Nesse sentido, São Paulo foi a unidade federativa recordista: sete parlamentares que defendem a causa foram escolhidos para representar o estado. O número inclui nomes que atuarão na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) e na Câmara dos Deputados.

Entre os deputados federais eleitos, estão: Paulo Teixeira (PT), Alexandre Padilha (PT) e Sâmia Bomfim (PSol), por São Paulo; e Bacelar (PV), representando a Bahia.

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Já nas assembleias legislativas estaduais, Goura Nataraj (PDT-PR), Carlos Minc (PSB-RJ), Leonel Radde (PT-RS), Maria Helou (Rede-SP), Pretas (PSol-SP) e Caio França (PSB-SP) foram os nomes escolhidos pelos eleitores.

Além dos políticos eleitos, 40 candidatos ligados à bancada estão na lista de suplência e, assim, podem substituir o parlamentar eleito em caso de afastamento das funções no Poder Legislativo.

O movimento suprapartidário, criado por Maisa Diniz (Rede), reúne políticos que defendem no Congresso a legalização da maconha. Ativistas da causa também apoiam a discussão de temas ligados diretamente à planta, como segurança pública, mercado e desinformação.

O termo “bancada da cannabis”, inclusive, é usado oficialmente por esse movimento. No site do grupo, uma carta marca a posição de quem defende a liberação do produto. “O preconceito e a desinformação são barreiras sólidas diante da desconexão entre a ciência, a tecnologia e as políticas públicas que têm sido adotadas no Brasil. A partir da experiência de países que estão na nossa frente no processo de regulamentação, como Israel, Estados Unidos e Portugal, precisamos encontrar uma solução efetiva diante da guerra às drogas”, diz o documento.

 

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