Com Marina, PT reforça ideia de frente ampla e busca voto útil

Campanha de Lula vai tentar animar a militância em torno do difícil objetivo de liquidar a eleição no primeiro turno

atualizado

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Marina Silva e Lula
1 de 1 Marina Silva e Lula - Foto: Ricardo Stuckert/PT

A equipe do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai buscar, nesta reta final de campanha, criar novidades para tirar o candidato da estagnação nas pesquisas e tentar uma vitória no primeiro turno. A estratégia é usar o apoio da ex-ministra Marina Silva (Rede) ao petista, oficializado na segunda-feira (12/9), e demonstrar que as forças políticas estão se unindo em uma frente ampla para derrotar o candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL).

Para que a estratégia dê certo, a campanha petista pretende direcionar as propagandas nestes 18 dias que faltam para o primeiro turno na tentativa de desidratar os candidatos mais bem posicionados na terceira via, Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB). E tentar até mesmo tirar votos de Bolsonaro, como disse Lula, em São Paulo, em entrevista coletiva ao lado de Marina.

A publicidade do PT, que vinha investindo em uma retórica de combate ao ódio na polícia, deve ampliar os esforços para pintar o atual presidente como um político autoritário e inimigo da democracia. Para derrotá-lo, os petistas vão se colocar como líderes de uma coalização que deixou diferenças de lado por um objetivo comum.

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Lula em agenda de campanha no Amazonas
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A entrada de Marina na campanha é um trunfo nesse sentido. Apesar de ter sido uma das fundadoras do PT e ministra do Meio Ambiente de 2003 a 2008, quando Lula era presidente, ela acabou rompendo com a legenda em meio a disputas que perdia para a ala desenvolvimentista do governo.

Um rompimento político que se agravou na campanha presidencial de 2014, quando a então candidata Dilma Rousseff (PT) fez enorme esforço para prejudicar o crescimento de Marina nas pesquisas.

Marina, que é candidata a deputada federal em São Paulo, se comprometeu a participar ativamente da campanha de Lula e deu o tom do discurso. Disse que a aliança com o petista se dá “diante de um quadro grave da política do nosso país, diante de uma ameaça, a ameaça das ameaças, à nossa democracia”.

Com a adesão dela, quatro concorrentes à presidência na campanha de 2018 agora estão ao lado de Lula neste pleito: a própria Marina; o candidato a governador de São Paulo Fernando Haddad (PT); o atual vice na chapa, Geraldo Alckmin (PSB); e o candidato a deputado federal Guilherme Boulos (PSol-SP).

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Para condicionar seu apoio, Marina entregou a Lula uma série de propostas para a proteção do meio ambiente, incluindo a criação de uma autoridade climática para fiscalizar a perseguição aos compromissos do país para a redução de desmatamento, queimadas e emissão de gases que causam as mudanças climáticas.

“É um reencontro político no terreno de princípios e valores do terreno da democracia, que fazem com que tenhamos o compromisso de ajudar a enfrentar o grave problema da mudança climática através de um novo modelo de desenvolvimento para o nosso país”, discursou Marina Silva.

Voto evangélico

A entrada de Marina na campanha também dá a esperança aos petistas de estancar a sangria entre o eleitorado evangélico, no qual Bolsonaro tem conseguido avançar. A ideia é que a ex-ministra traga ao menos a capacidade de a campanha conversar com esses eleitores.

Não haverá, porém, peças de campanha exclusivas voltadas a esses eleitores, mas sim um ajuste de discurso que possa chamar a atenção deles.

“O maior mandamento de Jesus é o mandamento do amor e é o que acho que deve ser sempre a orientação de quem professa a fé cristã. Qualquer coisa que leve para o caminho do ódio, do exclusivismo político ou religioso não é bom para a democracia, para as religiões e desrespeita a nossa Constituição”, afirmou Marina, na segunda.

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