Caso Zambelli: Moraes diz que qualquer um que votar armado pode ser preso

Nesse sábado (29/10), a deputada Carla Zambelli sacou uma arma e correu atrás de um homem na Alameda Lorena, na capital paulista

atualizado

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Presidente do TSE Alexandre de Moraes durante coletiva de imprensa sobre ações na eleição 2022 - Metrópoles
1 de 1 Presidente do TSE Alexandre de Moraes durante coletiva de imprensa sobre ações na eleição 2022 - Metrópoles - Foto: Igo Estrela/Metrópoles

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, comentou o caso da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), que diz ter “conscientemente ignorado” resolução da Corte ao sacar uma arma na rua em São Paulo. Em coletiva de imprensa neste domingo (30/10), Moraes reforçou que “qualquer pessoa, seja parlamentar ou não, não pode votar armada”.

“O ocorrido de ontem não é competência do TSE, o boletim será enviado ao STF. Como parlamentar, ela tem prerrogativa de foro no STF”, explicou. Contudo, ele adicionou que “se qualquer pessoa entrar armada no [colégio eleitoral], será presa em flagrante”.

A parlamentar se envolveu em uma confusão, no último sábado (29), quando foi filmada com uma arma na mão enquanto apontava e perseguia o jornalista Luan Araújo. O caso ocorreu em uma rua do bairro Jardins, na Zona Sul da capital paulista.

Votação

Zambelli votou na tarde deste domingo (30/11) em um colégio na zona norte de São Paulo. A parlamentar foi à urna vestida com colete à prova de balas.

Questionada por jornalistas que acompanhavam a votação se estaria armada, a deputada se negou a responder: “Não vou responder isso”, disse. Nesse sábado (29/10), ao deixar a delegacia onde prestou depoimento após o episódio, Zambelli afirmou que iria votar armada.

Perseguição em SP

Vídeos que viralizaram nas redes sociais mostram Luan e Zambelli trocando insultos por divergências políticas; ela é aliada fiel do presidente Jair Bolsonaro (PL), e o jornalista, petista. Após o bate-boca, Araújo provocou a deputada: “Te amo, espanhola”, o que fez com que ela e seus seguranças saíssem correndo atrás dele.

Zambelli afirmou ter sido empurrada por um “homem negro”, o que fez com que ela machucasse o joelho. Entretanto, imagens obtidas pela coluna de Guilherme Amado, do Metrópoles, mostram que a parlamentar tropeça sozinha e, ao levantar, sai correndo atrás do homem. Ela é acompanhada por um de seus seguranças, que já saca a arma e aponta para Araújo.

O segurança de Zambelli chega a dar um tiro para o alto durante a perseguição pelas ruas de São Paulo. Com uma arma em punho, a deputada também corre atrás do jornalista e o acua dentro de um bar. Ele foi encaminhado à delegacia e alegou em depoimento que houve um “disparo acidental”. Após pagar fiança, o segurança foi liberado.

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