Bolsonaro evita dizer se questionará eleições: “Vou esperar resultado”
Recentes pesquisas eleitorais mostram Luiz Inácio Lula da Silva (PT) liderando as intenções de voto no primeiro turno das eleições
atualizado
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Questionado se irá questionar o resultado das eleições caso não seja reeleito, o presidente Jair Bolsonaro (PL) evitou responder e disse, nesta segunda-feira (26/9), que vai “esperar o resultado” do pleito, marcado para o próximo dia 2 de outubro.
Durante sabatina à Record TV, o chefe do Executivo federal voltou a criticar as recentes pesquisas eleitorais que mostram Luiz Inácio Lula da Silva (PT) liderando as intenções de voto no primeiro turno.
“Eu vou esperar o resultado. Nas ruas, eu nunca vi […] um candidato que tem 45% das intenções de voto sem poder sair às ruas, sem poder se dirigir ao público. O que é democracia? É a vontade da população. A gente não está vendo a vontade da população expressa nos institutos de pesquisas, em especial o Datafolha, e muito menos dentro do TSE”, afirmou.
Segundo pesquisa do instituto Ipec divulgada nesta segunda, Lula oscilou de 47% para 48% das intenções de voto no primeiro turno. Bolsonaro, por sua vez, segue com os mesmos 31% do levantamento anterior, divulgado em 19 de setembro.
O Datafolha mais recente, divulgado na semana passada, mostra que o petista tem 47% das intenções de voto no primeiro turno das eleições, contra 33% do atual presidente.
Perseguição política do TSE
Na sabatina, Jair Bolsonaro disse que sofre “perseguição política” por parte de alguns ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O candidato à reeleição citou decisões da Justiça Eleitoral que o proibiram, por exemplo, de usar suas tradicionais lives semanais para fazer campanha para si e para aliados, e o uso das imagens dos atos do 7 de Setembro nas peças de campanha.
“Eu não tenho ascendência, não mando no Tribunal Superior Eleitoral. Não tem como convencê-lo. Por exemplo, eu estou proibido de fazer live dentro da minha casa oficial. Eu tenho que ir para a casa de alguém. Perseguição política”, afirmou Bolsonaro.
Nesse domingo (25/9), ao comentar a decisão do TSE que o proibiu de usar suas tradicionais lives para promover a própria candidatura à reeleição e pedir voto a aliados. A determinação vale para as transmissões ao vivo realizadas diretamente do Palácio da Alvorada e do Palácio do Planalto e que façam o uso da estrutura de governo.
“É uma decisão estapafúrdia. Invasão de propriedade privada. Enquanto eu for presidente, [o Alvorada] é a minha casa”, disse o chefe do Executivo.

















