Bolsonaro brinca sobre vice mineiro: “Vejo Paulo Guedes e Braga Netto”

Mais cedo, presidente disse que escolheu quem vai acompanhá-lo na chapa rumo à reeleição: um mineiro e militar

atualizado 21/03/2022 17:31

Presidente Bolsonaro na saída do Planalto conversa com jornalistas, fazendo gesto com a mão. Ele está cercado por seguranças e ministros - MetrópolesRafaela Felicciano/Metrópoles

Ao lembrar que na manhã desta segunda-feira (21/3) anunciou que seu vice-presidente nas eleições deste ano será um mineiro, o presidente Jair Bolsonaro (PL) brincou e citou duas possibilidades: Paulo Guedes, ministro da Economia, e Braga Netto, ministro da Defesa.

“Hoje eu falei que meu vice vai ser mineiro. Estou vendo aqui o Paulo Guedes e o Braga Netto”, declarou Bolsonaro, aos risos, durante festa no terceiro andar do Palácio do Planalto para comemorar seus 67 anos.

Também aos risos, Guedes abraça Braga Netto e diz, apontando para o general: “O mineiro é esse. O mineiro é esse”.

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Mais cedo, em entrevista à Jovem Pan News, o presidente foi questionado se poderia confirmar Braga Netto como vice, o mandatário da República disse que precisa de um vice sem ambições políticas.

“Eu tenho que ter um vice que não tenha ambições de assumir a minha cadeira ao longo de um mandato. Por isso, posso adiantar que hoje em dia, por coincidência, o vice é de Minas Gerais”, afirmou.

“Vou te dar mais uma dica: é nascido em Belo Horizonte. E fez colégio militar”, prosseguiu Bolsonaro.

Apesar de não ter cravado um nome, o presidente indicou que o atual ministro da Defesa deve acompanhá-lo na chapa presidencial.

Braga Netto nasceu em 11 de março de 1957, em Belo Horizonte. O hoje general também se formou no curso de cavalaria da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), na turma de 1978.

Ainda sem citar nominalmente Braga Netto, Bolsonaro disse que a imprensa tomará conhecimento do vice escolhido pela saída de ministros que vai ocorrer em abril.

A Justiça Eleitoral estabelece que ministros de Estado que desejem concorrer a cargos eletivos deixem seus cargos seis meses antes do pleito, ou seja, até 2 de abril. Entre as autoridades do governo, o único cotado a vice é o ministro da Defesa.

O chefe do Executivo federal já definiu que o atual vice, general Hamilton Mourão, não irá compor a chapa à reeleição. Mourão se filiou na semana passada ao Republicanos e pretende disputar a cadeira do Rio Grande do Sul ao Senado, contando com o apoio de Bolsonaro.

 

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