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Russomanno chama homenagem ao movimento negro em SP de ato de vandalismo

Prefeitura de São Paulo colocou imagens de punhos cerrados em semáforos de pontos simbólicos da luta contra a o racismo na capital

04/11/2020 10:57, atualizado 04/11/2020 12:15
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Divulgação/Prefeitura de São Paulo
São Paulo ganha semáforos em homenagem ao mês da Consciência Negra

São Paulo – O candidato à Prefeitura de São Paulo Celso Russomanno (Republicanos) disse que as imagens de punhos cerrados colocadas em semáforos da capital paulista em homenagem ao Dia da Consciência Negra são “atos de vandalismo”. Em resposta a uma postagem no Twitter do músico Roger Rocha Moreira (Ultraje a Rigor), afirmando que o punho cerrado é um símbolo comunista, Russomanno escreveu: “Lutarei para que atos de vandalismo como esse aqui não ocorram novamente e para que não fiquem impunes”.

A ação especial no combate ao racismo e em comemoração ao Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, é promovida pela Secretaria Municipal de Cultura. Segundo a pasta, semáforos de pontos estratégicos e simbólicos da memória negra receberam máscaras temáticas com os punhos cerrados, que representam a luta e a resistência contra o racismo em todo o mundo.

“Os pictogramas buscam dar visibilidade e o apoio necessários para discutir eliminação das desigualdades e definitiva inserção da população negra em uma sociedade justa, sem preconceitos, sem racismo, sem discriminação e que respeite e enalteça a cultura africana e afro-brasileira”, afirma a secretaria.

Pontos

A praça da República (na travessia com as ruas 7 de Abril e do Arouche com a Avenida Ipiranga) foi escolhida por ser um ponto de encontro dos grupos de manifestações culturais negras e imigrantes. Outras travessias são na Avenida Paulista, em frente ao Museu de Arte de SP (Masp), e no cruzamento com a Alameda Casa Branca, locais que também palco de grandes manifestações.

Também conta com a intervenção a Praça da Liberdade, uma na travessia com a Avenida Liberdade e outra no entroncamento com a Rua dos Estudantes e a Rua Galvão Bueno. A Liberdade foi um bairro negro, que receberá um memorial na área que abrigou o Cemitério dos Aflitos, o primeiro cemitério público da capital, onde eram enterrados corpos de escravos entre os séculos 18 e 19.

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