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Eleições 2020

Com 6 prefeitos em 4 anos, moradores de Planaltina de GO pedem estabilidade

Entre afastamentos por suspeitas de fraude na eleição anterior e reconduções aos cargos, município enfrenta instabilidade

Matheus Garzon15/11/2020 14:33
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Jacqueline Lisboa/Especial Metrópoles
Fila longa e aglomeração na entrada do CIEM, zona eleitoral em Planaltina de Goiás

Os moradores de Planaltina (GO) vão às urnas pela terceira vez nos últimos quatro anos, neste domingo (15/11), para escolherem os novos representantes locais. A procura é por uma estabilidade no cargo de prefeito, que teve seis pessoas no cargo durante este período.

O funcionário público Edson Xavier, 54 anos, espera por dias mais calmos na política municipal. “Tem de melhorar né? Piorar mais não tem como”, comenta.

Segundo ele, a cidade está carente de infraestrutura e pede para que os novos governantes invistam nessa área. “Todo mundo que passou aqui foi empurrando com a barriga; tem que resolver os buracos na rua”, diz.

Rudina Alves, 43, esposa de Edson, lembra também que a saúde é um problema sério no município. “Hospital a gente tá precisando bastante”, opina.

Fila grande

A chuva forte que caiu em Planaltina ao longo da manhã acabou espantando alguns eleitores, que decidiram votar após o almoço.

No Centro Integrado de Educação Modelo I (Ciem I), as filas se formaram do lado de fora para a aferição de temperatura e, do lado de dentro, para a votação.

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Não será mais preciso medir a temperatura dos clientes no comércio, por exemplo
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Troca-troca na prefeitura

As eleições de 2016 deram como vencedora a chapa composta pelo Dr. Davi e Pastora Cida, ambos do Pros. Em 2018, no entanto, os dois tiveram a chapa cassada por prometer empregos em troca de votos e utilizar de bens públicos para fazer propaganda durante a campanha de 2016.

Um novo pleito foi marcado para ocorrer juntamente da votação para os cargos federais. Eles Reis (PTC) e João Neto (PR) venceram e cumpriram mandato até o início deste ano, quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) devolveu o mandato à chapa cassada, por entender que as gravações apresentadas pela acusação foram adquiridas de forma ilícita.

Mesmo assim, Dr Davi decidiu renunciar e quem ficou com a prefeitura até o momento foi a Pastora Cida, que tentaria se reeleger, mas teve a candidatura indeferida. Ela é acusada de usar recursos ilegais para financiar a candidatura a deputada federal em 2018.

Impossibilitada de concorrer, Cida apoia Carlinhos do Egito (PROS), que é um dos favoritos. O Delegado Cristiomário (PSL) também surge com boas chances, endossado por Reis.

Entre vereadores, 348 candidatos estão com situação regular. São oito pedidos indeferidos e outros sete estão na mesma situação, mas entraram com recurso. Vinte renunciaram e dois não tiveram o registro apreciado.

Veja os eleitores de cada município da Ride:

Saiba o que pode e o que não pode no dia de votação, de acordo com o TSE: 

Autorizado

– É permitida a manifestação individual e silenciosa da preferência do eleitor por partido político, coligação ou candidato, revelada exclusivamente pelo uso de bandeiras, broches, dísticos, adesivos e camisetas.

– O eleitor ainda pode levar para a cabine de votação uma “cola” (lembrete) com os números dos candidatos escolhidos.

– É permitido que, nos crachás dos fiscais partidários, nos trabalhos de votação, só constem o nome e a sigla do partido político ou da coligação a que sirvam, sendo vedada a padronização do vestuário.

Vetado

– Segundo a legislação eleitoral, no dia da votação, é proibida a divulgação de qualquer espécie de propaganda de partidos políticos ou de seus candidatos.

– Também são vedadas, até o término do horário de votação, aglomeração de pessoas portando vestuário padronizado ou instrumentos de propaganda; caracterização de manifestação coletiva ou ruidosa; abordagem, aliciamento, utilização de métodos de persuasão ou convencimento e distribuição de camisetas.

– A legislação proíbe ainda: o uso de alto-falantes, amplificadores de som, comício, carreata e qualquer veículo com jingles; a arregimentação de eleitor ou a propaganda de boca de urna; o derrame de santinhos e outros impressos no local de votação ou nas vias adjacentes, ainda que realizado na véspera da eleição; e a publicação de novos conteúdos.