Por “sobrevivência”, PTC recua da candidatura de Collor ao Planalto

Partido quer focar na eleição para deputados federais. Fundo partidário e tempo de TV estão em jogo.

Rafaela Felicciano/MetrópolesRafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 26/06/2018 14:34

A direção executiva nacional do PTC (Partido Trabalhista Cristão) decidiu não lançar candidatura à Presidência da República. Com a decisão, o senador e ex-presidente Fernando Collor (AL) não deverá concorrer novamente ao Planalto. Collor havia anunciado sua pré-candidatura à Presidência em discurso no Senado em fevereiro. O comunicado foi divulgado na noite desta segunda-feira (25/6) em nota assinada pelo presidente nacional da legenda, Daniel Tourinho.

De acordo com Tourinho, o recuo de concorrer à Presidência tem como foco a “sobrevivência” do PTC. O partido quer ultrapassar a cláusula de desempenho nas eleições de outubro. Pela regra eleitoral, legendas devem alcançar 1,5% dos votos válidos para a Câmara dos Deputados e, nove estados para terem acesso, por exemplo, ao fundo partidário e tempo de rádio e televisão.

Em 1989, Collor foi eleito presidente na primeira eleição pós-redemocratização do país. Na ocasião, derrotou nomes como Leonel Brizola (PDT) e Ulysses Guimarães (PMDB) no primeiro turno e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no segundo turno.

Collor foi o primeiro presidente a ser afastado temporariamente em processo de impeachment no país. Renunciou ao cargo horas antes de ser condenado pelo Senado por crime de responsabilidade.

Leia a íntegra da nota:

“O PTC – Partido Trabalhista Cristão, em reunião da comissão executiva nacional, após intensa discussão interna e avaliação do cenário político brasileiro, decidiu não lançar candidatura própria ao cargo de Presidente da República.

A Direção Nacional do PTC possui duas grandes responsabilidades junto ao partido. A primeira, com a sobrevivência do mesmo.

A segunda, com os milhares de pré-candidatos a deputados federais, deputados estaduais e senadores filiados ao partido, onde todos estão trabalhando arduamente, com sacrifícios pessoais e profissionais para, além de se elegerem, levar o PTC a ultrapassar a cláusula de barreira, elegendo deputados federais e obtendo mais de 1,5% dos votos válidos, nacionalmente.

Assim, com essa decisão de não lançar candidatura própria na corrida presidencial, o PTC busca, de forma sensata, respeitar as diversidades e diferenças estaduais e regionais do Brasil, exercendo a democracia dentro do partido e com seus filiados.

Daniel Tourinho – Presidente do PTC.”

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