Manuela confirma que é candidata diante de falta de união da esquerda

Ela não descartou convite do PT para ser sua vice. PCdoB, no entanto, marcou para 1º de agosto a convenção para lançar a gaúcha ao Planalto

atualizado 23/07/2018 18:33

Reprodução/Facebook

As conversas continuam entre PT e PCdoB sobre a composição da chapa que irá concorrer à Presidência da República, no entanto, em viagem à Aracaju, nesta segunda-feira (23/7), a gaúcha Manuela DÁvila disse que segue como pré-candidata do partido, diante a “falta de união” dos partidos de esquerda.

“Ao que tudo indica, nosso apelo pela unidade não está tendo êxito. Então, o que posso eu fazer se não receber com muita honra o desafio que me foi lançado pelo meu partido e que creio tem sido exitoso”, disse Manuela, que terá seu nome confirmado como candidata ao Planalto no próximo dia 1º agosto, na convenção do partido, em Brasília.

Manuela confirmou que recebeu o convite para ser vice na chapa petista, encabeçada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ela também não descartou a possibilidade. Sobre este assunto, limitou-se a responder: “Pois é, são as discussões que aparecem”, respondeu. Já em relação à proposta feita pelo PDT, que lançou Ciro Gomes na corrida presidencial na semana passada, a pré-candidata comunista respondeu de forma enfática: “Essa possibilidade não entrou em nosso radar”.

Dúvida
Lula está preso, desde abril, na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba, devido ao processo envolvendo o apartamento localizado no Guarujá, litoral de São Paulo. O PT insiste em lançar o nome do ex-presidente como candidato e espera ter o apoio do PCdoB à chapa. O registro da chapa já está marcado para o dia 15 de agosto, no entanto, há indefinição se a Justiça Eleitoral permitirá a candidatura. Sobre Lula, Manuela se disse confiante.

“Nós não disputamos o legado do ex-presidente Lula porque nós o reconhecemos como um candidato legítimo de um partido historicamente aliado nosso, que é o PT. Ao que tudo indica, o Tribunal Superior Eleitoral também reconhecerá essa candidatura e ele disputará as eleições até o seu término”, declarou.

No domingo, em reunião do diretório central da legenda, o PCdoB aprovou uma resolução pedindo a união dos partidos de esquerda já no primeiro turno em resposta à adesão do centrão à candidatura do tucano Geraldo Alckmin. “Unidade não é quando um partido se coloca como o grande partido diante dos outros, mas quando os outros partidos podem construir um projeto político comum. Nós estamos tentando fazer isso”, afirmou.

Negociações
Na busca por alianças eleitorais, o PT faz novos movimentos nesta semana. Continua a conversa com o PCdoB e amplia o diálogo com PROS e PSB. Nesta segunda, em Aracaju, o vice-presidente nacional do PT, Márcio Macedo, conversou com Manuela D’Ávila na tentativa de uma composição.

“Conversamos sobre a importância de termos uma ação conjunta, se a gente consegue construir a unidade. Nós respeitamos a candidatura do PCdoB, vamos aguardar”, disse Macedo. Uma conversa sobre a escolha de vice na chapa de Lula, Macedo disse que “ficará para mais tarde”.

Na terça (24), integrantes da Executiva petista se reunirão com o presidente nacional do PROS, Euripedes Junior, em Brasília. Até quinta (26), os petistas querem realizar um novo encontro com o presidente do PSB, Carlos Siqueira, e insistir em uma aliança com a legenda, que considera apoiar o presidenciável do PDT, Ciro Gomes.

(Com informações da Agência Estado)

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