Janaína Paschoal diz “precisar de mais tempo” para decidir sobre vice

A advogada ficou conhecida nacionalmente por ser uma das autoras do pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff

atualizado 23/07/2018 16:51

ANDRÉ DUSEK/ESTADÃO CONTEÚDO

A advogada e professora da USP Janaína Paschoal, cotada como possível vice na chapa à Presidência da República do deputado federal Jair Bolsonaro (PSL), reafirmou nesta segunda-feira (23/7) que precisa de mais tempo para decidir se aceita o convite para formalizar a parceria e disputar as eleições 2018.

Janaína ficou conhecida nacionalmente por ser uma das autoras do pedido de impeachment contra a então presidente Dilma Rousseff. A docente disse discordar da frase “Um vice não manda nada”, dita pelo empresário Josué Gomes, filho do ex-vice-presidente José de Alencar e cotado como vice do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB).

“Definitivamente, não concordo com Josué de Alencar quando diz que vice não manda nada e ajuda quando não atrapalha”. No domingo (22), a advogada participou da convenção nacional do PSL, que oficializou a candidatura de Bolsonaro à Presidência. De acordo com Janaína, Bolsonaro passou a impressão de “ser uma pessoa muito bem intencionada”.

Uma das mais aplaudidas no evento, a professora da USP pediu moderação e tolerância em seu discurso. A docente criticou o chamado “pensamento único” e defendeu a necessidade de refletir sobre governabilidade. “Não se ganha a eleição com pensamento único. E não se governa uma nação com pensamento único”, disse Janaína na convenção.

Para a advogada, não era preciso sair “falando para as pessoas acreditar em Deus”, o que teria irritado pastores evangélicos apoiadores do militar. Mais tarde, na coletiva de imprensa, Jair Bolsonaro minimizou qualquer atrito com a possível vice. “Tem de ter a liberdade de se expressar. Ela tem a opinião dela. Não dá para afinar 100% o discurso”, afirmou o postulante ao Planalto.

Janaína é o terceiro nome cotado para assumir o posto na chapa. Antes, Bolsonaro tentou o senador Magno Malta (PR-ES) e o general da reserva Augusto Heleno. Malta desistiu e decidiu tentar sua reeleição. Já o general Heleno foi vetado por seu partido, o PRP.

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