Grupos pró-Haddad se concentram na Rodoviária do Plano Piloto

Na manhã deste sábado (27/10), militantes e apoiadores do PT realizaram a "caminhada da virada", na Avenida Hélio Prates, em Ceilândia

Igo Estrela/MetrópolesIgo Estrela/Metrópoles

atualizado 27/10/2018 19:54

Militantes estão concentrados na plataforma superior da Rodoviária do Plano Piloto, em Brasília, na tarde deste sábado (27/10), em manifestação a favor do candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad. Na véspera do segundo turno da eleição, os apoiadores do petista empunham bandeiras do partido, cantam em prol do político e tentam conquistar o voto do eleitor indeciso. Mobilizados por meio das redes sociais, o grupo de cerca de 500 pessoas deve permanecer na região até 22h deste sábado.

Os manifestantes ocupam a calçada no trecho entre o Conjunto Nacional e o Conic. Motoristas que passam pela pista, tanto apoiadores do rival de Haddad, Jair Bolsonaro (PSL), quanto favoráveis ao ex-prefeito de São Paulo, acenam com buzinas e interagem pacificamente com os petistas.

“Vi os petistas se organizando pelo Facebook. É a primeira vez que me envolvo com política. Estou na rodoviária desde esta manhã e tenho conversado principalmente com as pessoas que estão duvidosas em relação ao voto. Tanto que está pendendo para o lado do Bolsonaro quando para o Haddad”, disse Brandon Araújo Dias (foto abaixo), 25 anos, estudante de Mecatrônica na UNB.

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Para Araújo, o principal assunto são as notícias falsas.”As pessoas conversaram comigo e demonstraram preocupação. Independentemente de partido, espero que isso sirva para depois das eleições, pela defesa da democracia. Eu, como morador de periferia, estudante de universidade pública e homossexual, me sinto representado”, completou.

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“Somos do coletivo Calando Careta, que luta pela ocupação do espaço público de Brasília. Objetivo era tentar fazer virada de voto em público da rodoviária, que é mais mais popular. É o que queríamos atingir. Houve muita aceitação”, explicou Elaine Rangel, 40 anos, psicóloga. ” Nossa manifestação é diferente do candidato opositor porque fazemos com alegria e amor. Atinge bem o público, participaram dançando, aceitaram adesivos. Estou confiante na virada de votos”, disse.

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A professor Marília Lucas Gomes, 52 anos,  acredita na virada de Haddad. “O Bolsonaro é um retrocesso. Estamos atrás dos indecisos pela valorização do trabalhador e o combate à corrupção Grande campanha do Bolsonaro se baseou nas fake news”, afirmou.

Segundo Marília, pessoas ainda acham que armas e combate à violência vão melhorar o país. “Estamos com o coração na mão. Aqui em Brasília é mais difícil a virada, apesar de haver muitos servidores públicos. Ainda temos baixa. Mas muitas pessoas trocaram de lado. Principalmente, depois do discurso de ódio dele (Bolsonaro) na Avenida Paulista na semana passada”, avaliou.

A Polícia Militar do DF informou que não vai divulgar boletim referente à estimativa do número de participantes do ato.

Caminhada da virada
Na manhã deste sábado (27), apoiadores pró-Haddad fizeram a “caminhada da virada” na Avenida Hélio Prates, em Ceilândia, região administrativa de Brasília.

A “caminhada da virada” foi criada por um grupo de mulheres moradoras da cidade, inclusive com a participação de pessoas da área rural. Também contou com a presença de nomes importantes da sigla, como a primeira ministra das Mulheres do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Emília Fernandes; a ex-parlamentar Arlete Sampaio; e a deputada Erika Kokay, entre outras.

Homens e militantes da causa LGBT também compareceram ao evento, que foi embalado pelo grito de “menos armas e mais amor”. “Puxamos uma comissão e criamos um ato. Fizemos várias reuniões com as mulheres de Ceilândia. Elas aderiram”, disse Claudia Farinha, camponesa e agricultura familiar que foi candidata a vice ao governo de Brasília pelo PT, na chapa encabeçada por Julio Miragaya.

Veja o vídeo da concentração:

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