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Ex-deputado federal constituinte e influente no mundo dos negócios, o empresário Flávio Rocha – dono do grupo Riachuelo – tem rodado o país para difundir a campanha “Brasil 200”, movimento criado por ele em alusão à proximidade dos 200 anos da Independência do Brasil e lançado em janeiro na cidade de Nova York, nos Estados Unidos. A campanha também é encabeçada por importantes empresários, como Luiza Trajano, Roberto Justus e Walter Torre para tentar influenciar as eleições de outubro, contra a atual esquerda.

Em entrevista ao Metrópoles, Rocha evitou direcionar ataques ao presidente da República, Michel Temer (MDB), disse defender o liberalismo na economia, elogiou os integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL) – os quais fazem franca oposição aos partidos de esquerda –, mas descartou apoiar o candidato ao Palácio do Planalto Jair Bolsonaro (PSL), caso se oficialize a chapa.

Confira a entrevista

 

“Hoje ele se empenha em passar coerência no discurso econômico, mas enquanto ele se disser contra a bandeira mais importante na reconstrução do Brasil, que é a reforma da Previdência, ele não teria condição de governar”, declara.

Durante a conversa, o empresário – que está entre os 40 bilionários do país – defendeu que o Brasil integre o grupo das nações consideradas “normais”. “Um país dentro da fórmula que deu certo no mundo todo, com liberdade na economia e liberdade política”, explicou. Rocha diz movimentar-se em busca de um projeto liberal na economia, mas que preserve os valores “caros e morais, de inspiração conservadora”.

Sem candidatura
Apesar do tom demasiadamente político, o empresário acusa o Partido dos Trabalhadores (PT) de ser responsável pelo desastre econômico, “gerando os 12 milhões de desempregados”, mas descarta candidatura própria ou de alguém no grupo empresarial. “Nosso movimento não tem pretensão eleitoral”, sustenta ele.

Segundo Flávio Rocha, o movimento ainda não se identifica com os nomes que foram colocados na possível corrida ao Palácio do Planalto. “Falta um candidato que seja direita na economia e direita nos costumes”, confirma.

Na avaliação sobre a tendência do empresariado participar mais ativamente da vida política, o dono da Riachuelo se mostra decepcionado com a gestão de João Doria (PSDB), prefeito da cidade de São Paulo. “Pisou em várias cascas de banana e do ‘politicamente correto’, e isso passou uma sensação de incoerência”.

 

 

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