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Eleições 2018

Bolsonaro é avaliado por médicos e mantém dúvida sobre ida a debates

Profissionais que avaliaram o quadro de saúde do candidato nesta quinta-feira (18/10) saíram do local sem falar com a imprensa

18/10/2018 12:58
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Reprodução
Bolsonaro é avaliado por médicos e mantém dúvida sobre ida a debates

Em comunicado enviado à imprensa nesta quinta-feira (18/10), médicos que foram ao Rio de Janeiro avaliar o quadro de saúde de Jair Bolsonaro não confirmaram se ele vai participar de debates televisivos antes do 2º turno, em 28 de outubro. O texto diz apenas que exames de imagem e laboratoriais mostraram um quadro estável do paciente. Os profissionais visitaram o militar da reserva em sua residência na Barra da Tijuca e deixaram o local sem falar com os profissionais da imprensa.

Segundo o boletim, Bolsonaro “apresenta boa evolução clínica e a avaliação nutricional evidenciou melhora da composição corpórea”. No entanto, o paciente ainda requer cuidados e um adequado “suporte nutricional e fisioterapia”. O militar da reserva também “permanece como fator limitante relativo a presença da colostomia”, conclui o texto.

O candidato do PSL viajaria a São Paulo (SP) para fazer exames no Hospital Albert Einstein. Percurso que foi cancelado após os profissionais irem de encontro ao paciente na capital fluminense.

Campanha paga contra o PT
jornal Folha de São Paulo publicou nesta quinta (18) que empresas apoiadoras do candidato Jair Bolsonaro (PSL) estão comprando pacotes de disparos em massa de mensagens com a intenção de atingir a campanha de Fernando Haddad (PT) ao tentar torná-la massiva, por meio do WhatsApp, a poucos dias do segundo turno. A prática, segundo a reportagem, é vedada pela legislação eleitoral por se tratar de doação não declarada, uma vez que é financiada por empresas privadas.

De acordo com o jornal, os contratos são referentes a centenas de milhões de mensagens e chegam a custar R$ 12 milhões cada. Entre as empresas compradoras dos pacotes, está a Havan.

Outra prática ilegal dessa campanha é que ela se utiliza de dados de usuário do próprio candidato ou bases vendidas por agências de estratégia digital, o que fere a legislação. Segundo a lei eleitoral, é proibida a compra de base de terceiros, sendo permitido apenas o uso da lista de apoio do próprio político, formada por números cedidos de forma voluntária.