Eike Batista mente sobre ser dono de mina de ouro na Colômbia
Empresário havia afirmado que o empreendimento era “100% sua”. A mina, entretanto, já não é posse dele e jamais produziu ouro
atualizado
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Encarcerado desde segunda-feira (30/1) por pagamento de propina, Eike Batista mentiu sobre ser dono de uma mina de ouro na Colômbia, a qual teria facilitado, segundo investigadores da Polícia Federal no Brasil, repasse ilegal de verbas. Um dia antes de ser preso, o empresário afirmou que o empreendimento era “100%” dele. Mas, a mina já não é posse de Eike e jamais produziu ouro.
Uma reportagem exibida pelo “Fantástico” neste domingo (5/2) mostrou que a mina de La Bodega, no povoado de California, na província de Soto, a qual Eike chama de “a maior da Colômbia”, existe. No entanto, não é a principal do país.
Adquirida por Eike em 2011, de um grupo canadense, por US$ 1,4 bilhão, ela foi usada como pretexto para pagamento de US$ 16,5 milhões em propina (R$ 55 milhões na cotação atual) ao ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB), que está preso por lavagem de dinheiro. O empresário teria criado uma empresa, a AUX, para forjar um contrato fictício com objetivo de pagar a quantia, no exterior, ao ex-chefe do Executivo do Rio.A empresa não existe na Colômbia desde 2015. Os únicos indícios de que a empresa já esteve no país são logotipos colados em lixeiras da mina. Os novos donos do local têm origem em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos.
Prisão
Eike Batista foi preso pela PF ao desembarcar no Rio de Janeiro, no último dia 30, por volta das 9h54, em um voo da American Airlines, vindo de Nova York (EUA). Ele era considerado foragido, pois o mandado de prisão havia sido expedido quatro dias antes. O empresário está preso no Complexo Penitenciário de Bangu (RJ).
