Efeito do tarifaço: Brasil amplia exportações para China e Argentina

Parceiros comerciais tiveram elevação conjunta de US$ 6,5 bilhões nas exportações de agosto deste ano até outubro

atualizado

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Imagem colorida de fábrica de automóvel carro da Volkswagen em São Bernardo, em São Paulo
1 de 1 Imagem colorida de fábrica de automóvel carro da Volkswagen em São Bernardo, em São Paulo - Foto: Allisonsales/picture alliance via Getty Images

A elevação na tarifa sobre produtos brasileiros importados para os Estados Unidos levou a um incremento nas exportações para China e Argentina. É o que mostra um levantamento do Ministério da Fazenda divulgado nesta quinta-feira (13/11).

O ministério apurou dados desde agosto, quando a tarifa passou para 50%, até outubro. Até então, a tarifa geral para os produtos brasileiros era de 10%.

Ao mesmo tempo que o envio de produtos nacionais para China e Argentina aumentou, houve queda nas exportações para os norte-americanos.

Foram comparados os dados de agosto de 2024 a outubro daquele ano com os do mesmo período de 2025. No  intervalo, as exportações brasileiras de petróleo bruto para os EUA tiveram redução de 30,3% ou US$ 404 milhões em números absolutos.

A redução no envio de produtos nacionais para os americanos também foi expressiva em outros itens: carne bovina congelada (60,5%), celulose de eucalipto (33%), ferro bruto (27,8%). Já o açúcar de cana refinado praticamente deixou de ser enviado com uma retração de 91,6%.

Dois compraram mais

Houve expansão das exportações brasileiras de produtos diversos para China (25,7%) e Argentina (22%). Em números absolutos, o ganho foi de US$ 6,5 bilhões.

Os produtos diferem entre os dois parceiros de comércio brasileiro que ajudaram a atenuar os efeitos do tarifaço. Para a Argentina, o ministério destaca automóveis, caminhões-trator, energia, veículos leves.

Já no aumento das exportações para os chineses são destacados os seguintes itens: soja, carne bovina, petróleo, minério de ferro.

Os números do levantamento foram divulgados na apresentação do Boletim Macrofiscal de Novembro, no ministério nesta quarta. O documento é um relatório bimestral responsável por divulgar as projeções de curto e médio prazo para os indicadores de atividade econômica e de inflação, utilizados no processo orçamentário da União.

Esforço

O ministério também divulgou números do Plano Brasil Soberano, uma iniciativa de socorro às empresas mais afetadas pelo tarifaço norte-americano. Conforme a pasta, houve 517 operações de crédito até o início de novembro deste ano que equivalem a R$ 7,1 bilhões.

Dos R$ 7,1 bilhões, R$ 4 bilhões foram para capital de giro para diversificação de mercados e R$ 3,1 bilhões para capital de giro tradicional. Foram alcançadas 126 grandes empresas e 391 Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPMEs).

Os resultados do auxílio estão distantes do total colocado à disposição da iniciativa. O Plano Brasil Soberano foi lançado pelo governo federal com previsão de até R$ 40 bilhões em crédito via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para empreendedores e exportadores afetados pelo tarifaço imposto pelos EUA.

Alteração em plano

Para aumentar o alcance do Plano Brasil Soberano, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, em reunião extraordinária nesta quinta, uma resolução que altera as regras das linhas emergenciais.

A nova resolução amplia o alcance do programa  e também promove ajustes em encargos financeiros e critérios de elegibilidade. Entre as principais mudanças, destaca-se a inclusão dos fornecedores das empresas exportadoras entre os beneficiários das linhas de crédito.

Para ter acesso aos financiamentos, os fornecedores deste grupo devem ter ao menos 1% do faturamento, no período de julho de 2024 a junho de 2025, com origem em fornecimento para exportadores com 5% ou mais do faturamento afetado pelas tarifas norte-americanas.

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