Técnico em radiologia deve aliar conhecimentos de saúde e tecnologia
Curso técnico para formar técnico em radiologia deve munir o profissional de conhecimentos sobre tecnologia e protocolos de saúde
atualizado
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O técnico em radiologia é responsável por preparar o paciente para a realização de exames de diagnóstico por imagem. O profissional é indispensável por conta dos seus conhecimentos acerca das tecnologias, riscos de radiação e protocolos de saúde.
Guilherme Henrique Lima (foto em destaque) escolheu o curso tecnólogo, que tem certificação de nível superior, logo após se formar no ensino médio. Ele conta que escolheu a área por influência do pai, que também exerce a profissão.
“Já era uma profissão que me interessava, eu também acompanhava muito o meu pai como profissional. Então, ingressei no curso. No decorrer dos estudos fui tendo mais identificação com as matérias e, no estágio, o contato com os pacientes me fez gostar ainda mais”, diz Lima.
Para o técnico em radiologia, ingressar no mercado de trabalho não foi difícil e ele considera que isso se dá pelo fato de a profissão ser muito demandada em hospitais e clínicas.
“É uma área muito vasta, isso facilita conseguir um emprego. Um técnico em ressonância pode atuar na parte do dia a dia dos hospitais, nos centros cirúrgicos, em UTIs e em exames complexos que demandam nosso conhecimento.”
O técnico em radiologia, que atualmente coordena a equipe de radiologia em um hospital de Brasília, considera que se encontrou na profissão e que cada vez entende mais a importância dela dentro dos hospitais e clínicas.
“A gente vê o paciente por dentro, eu considero que somos os olhos do médico, ajudamos diretamente no diagnóstico. E como temos uma diversidade de contato com pessoas em todos os estágios, de pacientes oncológicos até acidentes simples, sinto que isso humaniza a nossa profissão. Eu amo isso, amo esse contato e essa identificação que ser técnico em radiologia me proporciona.”
Curso tecnólogo e curso técnico
A duração dos cursos tecnólogos é entre 2 e 3 anos. Eles exigem o ensino médio completo e normalmente é preciso passar por um processo seletivo como o vestibular, por exemplo. Outro ponto importante é que, assim como na graduação, o aluno precisa fazer um estágio supervisionado e um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).
Esse tipo de curso forma profissionais operacionais, prontos para assumir cargos de gerência e geralmente são disponibilizados em universidades públicas e privadas.
Já os cursos técnicos podem durar meses, ou até mais de três anos, e estão disponíveis para quem tenha desde o ensino fundamental incompleto até o ensino médio completo. Podem ser encontrados em escolas técnicas, institutos federais de educação e instituições como o Senai e o Senac.
Eles podem ser divididos em quatro categorias:
- Subsequente: para quem já concluiu o ensino médio e quer entrar no mercado de trabalho. O tempo varia, e ao fim do curso, o aluno recebe um diploma de técnico de nível médio;
- Concomitante: só pode ser feito por quem concluiu o primeiro ano do ensino médio. O aluno, de forma simultânea, faz ambos o cursos, podendo ser ou não na mesma instituição. Após a conclusão, ele recebe o diploma de nível técnico e dura em média dois anos;
- Integrado: prepara o aluno para uma profissão enquanto conclui as cargas disciplinares do ensino médio. O curso pode levar até quatro anos, e ao conclui-lo, recebe-se um diploma de técnico de nível médio;
- Formação Inicial e Continuada (FIC) ou Qualificação Profissional: cursos de curta duração para a para trabalhadores, estudantes de ensino médio e beneficiários de programas federais de transferência de renda. A depender do curso, pode ser necessário só o fundamental incompleto.
