Ideb 2019: desempenho nos anos iniciais do ensino fundamental supera a meta

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica ficou abaixo do desejado, contudo, nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio

atualizado 15/09/2020 10:02

Arquivo/Agência Brasil

O Ministério da Educação divulgou, nesta terça-feira (15/9), o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que avalia o desempenho do sistema educacional brasileiro. Os resultados mostram que o país alcançou um índice igual a 5,9 em relação aos anos iniciais do ensino fundamental, em 2019, superando a meta em 0,2 ponto. Os dados levam em consideração as redes pública e privada.

As unidades da federação que não alcançaram as metas propostas para o ano passado foram o Amapá, o Rio de Janeiro, o Rio Grande do Sul e o Distrito Federal. Os estados do Ceará e do Piauí superaram o plano em 1,3 e 1,1 ponto, respectivamente.

Já em relação aos anos finais do ensino fundamental, os resultados do Ideb mostram que, apesar de o país ter melhorado seu desempenho, alcançando, em 2019, um índice igual a 4,9, a meta proposta (5,2) não foi atingida. Das 27 unidades da Federação, 22 aumentaram o Ideb, contudo, apenas sete alcançaram a meta proposta para 2019.

Anos iniciais do ensino fundamental

Rede pública

Sem a rede privada, o Ideb do país, nos anos iniciais, é 0,2 ponto inferior ao Ideb total. Apesar disso, o país mantém uma trajetória consistente de melhoria, superando a meta proposta e atingindo um número igual a 5,7 em 2019. Esse comportamento proporcionou um aumento de 2,1 pontos no Ideb da rede pública entre 2005 e 2019.

A rede pública do estado do Ceará apresentou a melhor evolução nesse mesmo período, passando de 2,8 em 2005, para 6,3 em 2019, ritmo de crescimento quase duas vezes superior à média nacional. Com exceção dos estados de Amapá, Roraima, Sergipe, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Distrito Federal, as demais unidades da federação alcançaram suas metas.

Rede privada

A rede privada participa com 19,2% das matrículas nos anos iniciais do ensino fundamental no país. Apesar de apresentar um Ideb 1,4 ponto superior ao observado na rede pública (7,1), a rede privada não alcançou a meta proposta para 2019 – que era 7,4. Entretanto, em 15 unidades da federação a rede privada obteve um Ideb igual ou superior a 7,0, e oito unidades da federação atingiram a meta.

Rede estadual

A rede estadual detém, aproximadamente, 16% das matrículas nos anos iniciais do ensino fundamental na rede pública. Os resultados observados mostram uma evolução positiva, superando a meta proposta (5,9) e atingindo um indicador igual a 6,1 em 2019.

Apesar de apresentarem evolução no Ideb da rede estadual, nove estados não conseguiram atingir a meta proposta para 2019: Amapá, Distrito Federal, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Apesar de terem alcançado a meta, Ceará, Goiás, Mato Grosso e Rondônia apresentaram redução do Ideb em 2019.

Rede municipal

Os resultados mostram uma evolução do Ideb nas redes municipais no Brasil. É possível observar melhoria em todo o território brasileiro, ressaltando as regiões Sul e Sudeste. Nas regiões Centro-Oeste e Nordeste, destacam-se os estados de Goiás, Mato Grosso e Ceará.

Segundo o índice, 61,9% das redes municipais dos municípios brasileiros conseguiram atingir a meta proposta para o Ideb nos anos iniciais do ensino fundamental em 2019.

Anos finais do ensino fundamental

Rede pública

Sem a rede privada, o Ideb do Brasil é 0,3 ponto inferior nos anos finais do ensino fundamental, sem alcançar a meta proposta para 2019. Na maioria dos estados, o desempenho não foi suficiente para suprir o plano proposto para o ano passado. Apenas sete estados obtiveram desempenho suficiente.

Rede privada

A rede privada participa com 15,4% das matrículas nos anos finais do ensino fundamental. A diferença no desempenho no Ideb entre a rede privada e a rede pública é maior nos anos finais (1,8 ponto) quando comparada aos anos iniciais (1,4 ponto). Em sete estados, o desempenho observado em 2019 foi inferior ao obtido em 2017. O conjunto das escolas particulares não atingiu a meta proposta para 2019.

Rede estadual

Nos anos finais do ensino fundamental, as escolas das redes estaduais estão mais presentes, cabendo aos estados 49,2% do atendimento desta etapa de ensino, ou seja, estados e municípios dividem o atendimento.

Os resultados mostram que o desempenho foi insuficiente para o Brasil atingir a meta de 2019. Em apenas seis estados, as redes estaduais ultrapassaram a meta proposta. As únicas redes estaduais com Ideb acima de 5,0 são as de Goiás, Paraná e São Paulo.

Rede municipal

Em termos percentuais, 29,0% dos municípios atingiram suas metas. Para efeito de comparação, nos anos iniciais essa proporção foi de 61,9%, uma diferença de mais de 30 pontos percentuais. O Ceará se destaca mais uma vez, com mais de 85% dos municípios atingindo a meta de 2019.

Ensino médio

Em relação a 2017, o Ideb do ensino médio avançou 0,4 ponto em 2019, com índice de 4,2. Contudo, apesar do crescimento observado, o país ainda está distante da meta projetada (5,0). Neste cenário, exceto Sergipe, que se manteve estável, todos os outros estados apresentaram aumento no registro do Ideb. Espírito Santo e Goiás são os estados com melhor desempenho no país.

Rede estadual

A rede estadual participa com mais de 97% das matrículas na rede pública, evidenciando que o ensino médio é predominantemente de responsabilidade dos governos estaduais e do Distrito Federal. O resultado do Brasil em 2019 aumentou 0,4 ponto (3,9) em relação ao observado em 2017, mas mesmo assim esse comportamento não garantiu o cumprimento da meta de 2019 – que era 4,6. Apenas dois estados alcançaram a meta de 2019, Pernambuco e Goiás.

Rede privada

A rede privada participa com 12,2% das matrículas no ensino médio e alcançou em 2019 um desempenho 2,1 pontos superior ao obtido pela rede estadual, ou seja, Ideb igual a 6,0 contra 3,9 da rede estadual.

A rede privada, em nenhum estado, alcançou a meta proposta para o ano de 2019 (6,8), sendo registrada, ainda, uma queda de desempenho nas escolas do Amapá. Os maiores resultados foram obtidos pelas escolas privadas de Minas Gerais (6,4), Espírito Santo (6,3) e Paraná (6,4).

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