Capes retoma 3.182 das 11 mil bolsas que haviam sido cortadas em 2019

Ministro da Educação diz que pasta "encontrou solução" para retomar incentivos em programas com notas mais altas, 71% seguem sem verba

Rafaela Felicciano/MetrópolesRafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 11/09/2019 18:07

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, anunciou nesta quarta-feira (11/09/2019) a retomada de 3.182 bolsas de estudo da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) que haviam sido cortadas no início do mês. Ao todo, este ano, a Capes já havia anunciado o cancelamento de 11 mil bolsas, número que agora cai para cerca de 8 mil.

Em junho, um corte de 2,7 mil bolsas foi anunciado e tinha como característica afetar cursos com notas de avaliação de até 3, numa régua que tem o 7 como nota mais alta. O último corte, anunciado no dia 2 de setembro, atingiu 5.613 bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado. Dessa vez, foram afetados até mesmo cursos com as notas mais altas – que são as bolsas que voltam agora.

“Liberaremos novas bolsas para programas com nota a partir de 5, que são os melhores programas, os que mais dão retorno para a sociedade”, afirmou Weintraub em entrevista na sede do ministério. “Conseguimos uma solução com a equipe econômica e seguiremos tentando buscar mais verba”, completou.

O ministro afirmou que nenhum bolsista com contrato em andamento foi afetado pelos cortes. “As bolsas que deixamos de oferecer, e que agora algumas voltam, são bolsas novas, de pessoas que estão entrando agora nos programas”.

Na proposta de Orçamento para 2020 enviada pelo governo ao Congresso, a Capes perde praticamente metade da verba prevista para este ano, de R$ 4,25 bilhões para R$ 2,2 bilhões.

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