Candidatos chegam com antecedência nos locais de prova do Enem
Os portões foram abertos às 12h e fecham 13h. Neste domingo, o exame abordará questões sobre linguagens, ciências humanas e redação
atualizado
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Os candidatos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) prestam neste domingo (03/11/2019) a primeira etapa da prova, que é um dos métodos de ingresso nas instituições de ensino superior de todo o país. Diversos inscritos chegaram com antecedência nos locais de prova para não perderem a hora. Os portões abriram às 12h e fecham às 13h, meia hora antes do início do teste.
No Distrito Federal, 95,8 mil pessoas se inscreveram no exame, de acordo com dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Em todo o país, o número sobe para 5 milhões. Esse é o primeiro dia de prova do Enem e os candidatos serão testados com uma redação, com 45 questões de linguagens e 45 de ciências humanas.
Larrisa Sousa (foto abaixo), 17 anos, chegou antes mesmo da abertura dos portões. A estudante do 3° do Ensino Médio aproveitou para se adiantar e não perder o primeiro dia de prova. “Ano passado fiz treineiro é quase fiquei para trás”, conta.

A brasiliense quer estudar Odontologia na faculdade e diz estar tranquila. “Hoje eu tenho uma expectativa boa porque é uma das áreas que eu gosto”, afirma. Ela conta que está mais apreensiva para a etapa de exatas, marcada para o próximo domingo (10/11/2019). A prova terá cinco horas de duração, com 45 questões de ciências da natureza e 45 de matemática.
Uma das partes mais esperadas pelos candidatos do Enem é a redação. Larissa não é exceção. “Não tenho tanta dificuldade, mas a questão do tema pode fazer travar.”
Ana Cristina Bento, 17, também fez uma preparação extra para a redação. “Eu vi muitos vídeos sobre os prováveis temas. Muitos falam sobre doação de órgãos, sistema de transporte público, desaparecimento de pessoas. Estudei esses temas”, conta.
Nos treinos, Ana Cristina aproveitava para consultar a mãe, Cristiane Bento, sobre o desempenho. “Ela me usava como termômetro. Era bom para ver como ela estava pensando”, afirma a professora de Letras sobre a técnica de estudo.
“Estamos confiantes, porque ela já passou no meio do ano”, conta o pai da estudante do 3° ano, Ronaldo de Almeida. “Mas a gente não faz pressão”, completa o militar.
Para Giovana de Oliveira, 17, o clima é de tranquilidade neste domingo. “Exatas vai ser mais cansativo”, afirma a estudante sobre a etapa do próximo dia 10. A rotina de estudos de Giovana consistia na soma das aulas e de exercícios em casa.
A mãe da estudante, Rosane de Oliveira, não se preocupa com as notas da menina. O medo maior era ficar de fora do exame. “Eu trabalho em escola. Ano passado, vi várias pessoas chegando atrasada e sem conseguir entrar. Falei para irmos mais cedo e ficamos por lá, esperando o horário”, conta.











