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Educação

Após reportagem, alunos do Maranhão vão ganhar escola nova

O Metrópoles mostrou as péssimas condições do colégio. Agora, o governo do estado promete tomar providências

17/11/2017 16:30, atualizado 17/11/2017 18:28
Rafaela Felicciano/Metrópoles
Após reportagem, alunos do Maranhão vão ganhar escola nova

O Metrópoles publicou, em 13 de novembro, a reportagem “Os rincões do Brasil onde o ensino pede socorro”. A equipe visitou as escolas que tiveram avaliação mais baixa nas provas objetivas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), entre 2013 e 2015, para saber o que foi feito por elas depois desse resultado.

Um dos centros de ensino visitados foi o Colégio Aluísio Azevedo – Anexo de Cachimbos, no Maranhão, que teve média de 397,03 na edição do Enem cujo resultado foi divulgado em 2014. A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Educação do estado não havia retornado os pedidos de informação.

Nesta sexta-feira (17/11), o Governo do Estado do Maranhão enviou nota ao Metrópoles. As principais queixas dos gestores locais e dos estudantes eram a falta de verba e as péssimas condições do prédio onde o colégio está localizado – uma estrutura municipal emprestada.

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O governo se comprometeu a, na próxima semana, fazer a mudança dos alunos para outro prédio escolar com melhores condições, no mesmo povoado. E, no próximo ano letivo, os estudantes serão remanejados para a escola sede, com espaço suficiente para recebê-los. Eles também terão transporte diariamente para atendê-los.

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Funciona em um prédio emprestado pelo município, que não tem nem iluminação adequada
Durante o dia, uma escola de ensino fundamental funciona no prédio. À noite, ocorrem as aulas do ensino médio
Os alunos precisam forçar a vista para enxergar o quadro negro, que também tem buracos que atrapalham a escrita
As salas são sujas e as carteiras estão quebradas
Os livros ficam jogados no chão, pois não há biblioteca
O Colégio Aluísio Azevedo – anexo Cachimbos, fica na área rural
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O Colégio Aluísio Azevedo – anexo Cachimbos, fica na área rural

Rafaela Felicciano/Metrópoles
Funciona em um prédio emprestado pelo município, que não tem nem iluminação adequada
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Funciona em um prédio emprestado pelo município, que não tem nem iluminação adequada

Rafaela Felicciano/Metrópoles
Durante o dia, uma escola de ensino fundamental funciona no prédio. À noite, ocorrem as aulas do ensino médio
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Durante o dia, uma escola de ensino fundamental funciona no prédio. À noite, ocorrem as aulas do ensino médio

Rafaela Felicciano/Metrópoles
Os alunos precisam forçar a vista para enxergar o quadro negro, que também tem buracos que atrapalham a escrita
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Os alunos precisam forçar a vista para enxergar o quadro negro, que também tem buracos que atrapalham a escrita

Rafaela Felicciano/Metrópoles
As salas são sujas e as carteiras estão quebradas
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As salas são sujas e as carteiras estão quebradas

Rafaela Felicciano/Metrópoles
Os livros ficam jogados no chão, pois não há biblioteca
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Os livros ficam jogados no chão, pois não há biblioteca

Rafaela Felicciano/Metrópoles
Apesar de toda a falta de estrutura, os alunos, como Mateus Silva, são empenhados e não desistem de estudar
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Apesar de toda a falta de estrutura, os alunos, como Mateus Silva, são empenhados e não desistem de estudar

Rafaela Felicciano/Metrópoles
Acreditar em mobilidade social é o que motiva Railine Abreu a estudar
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Acreditar em mobilidade social é o que motiva Railine Abreu a estudar

Rafaela Felicciano/Metrópoles

“Em todo o ano de 2014, a escola recebeu do Fundo Estadual de Educação apenas R$ 500, valor foi correspondente ao ano de 2013. Em 2015, houve repasse de R$ 415 e a Secretaria de Estado da Educação ficou impossibilitada de efetuar os demais repasses, uma vez que a gestão da escola não prestou contas desde esse período. Em 2016, a unidade recebeu recursos no valor de R$ 2 mil para manutenção da infraestrutura no prédio provisório, que pertence à rede municipal”, informa a nota.

“Desde 2016, o Governo do Estado iniciou uma força tarefa nas escolas da rede para regularizar as Caixas Escolares, tendo em vista o alto índice de inadimplência que penalizava a comunidade escolar. Entre as medidas adotadas, como na referida escola, além do trabalho de conscientização, houve a mudança da gestão escolar e a representação da antiga gestão junto ao Ministério Público para garantir a liberação dos recursos. Na atual gestão, a Caixa Escolar do centro de ensino recebeu R$ 1.500,00, dividido em quatro parcelas. O valor é calculado de acordo com o número de alunos matriculados”, diz trecho do texto enviado pelo governo do Maranhão.