Eduardo Bolsonaro: pauta de segurança é "termômetro" para Previdência
Para o deputado federal, as duas pautas são prioridade total, porém devem ser tramitadas separadamente por serem assuntos "espinhosos"

Filho do presidente Jair Bolsonaro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) acredita que as pautas da segurança, traduzida pelo pacote anticrime do ministro Sergio Moro, e a econômica, com a reforma da Previdência, não devem tramitar juntas na Câmara. “Acho difícil porque já são assuntos espinhosos que demandam detalhamento. Acredito que uma de cada vez”.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles
Frequência de envio: Diário
Ver todasPara ele, a pauta da segurança deverá ser um “termômetro” da nova Câmara e preparar o terreno para a reforma da Previdência, ou seja, deverá vir primeiro. “A pauta da segurança vai dar um termômetro. É importante por causa da renovação. Vamos ver como cada parlamentar vai se comportar ai vamos mandar uma pauta mais sensível que é a reforma da Previdência”, disse.
“Eu vejo as duas pautas com prioridade total. Primeiro da segurança que para você discutir qualquer coisa, precisa estar vivo e a segunda que é a da economia, vide o tamanho dos desempregados que nós temos no País”, disse. “O Brasil é um avião que tá caindo. Se não aprovar a reforma da Previdência, ele vai cair amanhã”, afirmou.
Ele minimizou as críticas de que o partido está desalinhado e não deve ajudar a compor a base que o governo precisa na Casa para conseguir os 308 votos necessários para a aprovação da reforma. “Eu vejo os deputados do PSL com muita vontade, eles são bons. Só a gente pegar aqui como é que a Casa funciona que nós vamos deslanchar, 52 deputados (o número já subiu para 54 com migrações) vamos fazer bonito”, disse.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesEm relação às comissões que devem ficar para o PSL, ele disse que não “bate o pé” para ficar com a presidência da Relações Exteriores. “Se couber ao PSL, nomear algum presidente de comissão que não seja CCJ e CFT, eu tenho interesse em presidir, mas não necessariamente. Não é uma coisa que eu bata o pé não”, afirmou.



