Edson Lobão lança livro com revelações políticas que vão de JK a Dilma
Ex-senador, ex-governador e ex-ministro, Lobão é figura histórica da política e ajuda a entender o Brasil desde os militares até o PT
atualizado
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O ex-senador e ex-governador Edison Lobão lançou, nesta quinta-feira (21/8), o livro Memórias e Testemunhos – Revelações Política. A apresentação da obra, que traz bastidores dos Três Poderes desde o governo Juscelino Kubitschek até Dilma Rousseff – de quem Lobão foi ministro de Minas e Energia – aconteceu no Salão Negro do Congresso Nacional.
O prefácio do livro é assinado pelo ex-presidente José Sarney, que é membro da Academia Brasileira de Letras. A obra apresenta os bastidores de momentos delicados e cenários turbulentos da história política brasileira.
Ao Metrópoles, Lobão afirmou que a obra traz “fatos essenciais que escaparam do conhecimento nacional” e que poderão “colocar luz na história política e institucional do país, sobretudo do período dos governos militares”.
A ausência de comprometimento ideológico, talvez, seja um dos grandes atrativos do livro. Os acontecimentos expostos na obra ou foram testemunhados pelo próprio Lobão ou a ele foram repassados pelas suas fontes – ou amigos e aliados – nos Três Poderes.
Os bastidores apresentados se iniciam numa reunião de Juscelino Kubitscheck com militares, sobre uma possível insurreição na Marinha, e terminam com o que pode ser considerado o início do fim de Dilma na Presidência.
Estiveram presentes no lançamento ministros, ex-senadores e autoridades.
Edison Lobão
Nascido em 1936, ele trabalhou no serviço público na década de 60 como assessor em diversos ministérios. Também foi colunista na imprensa. Foi deputado federal a partir de 1979, pela Arena, e depois pelo antigo Partido Democrático Social (PDS).
Tomou posse como senador pelo Maranhão em 1987 e foi constituinte. Entre 1991 e 1994 foi governador do estado. Depois, retornou ao Senado. No governo Lula 1, foi convidado para o Ministério de Minas e Energia, cargo que ocupou também durante o primeiro mandato de Dilma Rousseff.










