Venda de aeroportos terá custo extra de R$ 3 bilhões, prevê Infraero
O presidente da empresa, Antônio Claret de Oliveira, projeta que a desestatização manterá a companhia no vermelho por mais 15 anos
atualizado
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A privatização de terminais aeroportuários lucrativos da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) vai gerar gastos extras de mais de R$ 3 bilhões para manutenção do custeio da estatal. A desestatização também manterá a Infraero no vermelho por mais de 15 anos, segundo projeção do seu presidente.
O déficit anual previsto pela Infraero é de cerca de R$ 400 milhões anuais. A informação consta de ofício encaminhado pelo presidente da empresa, Antônio Claret de Oliveira, ao ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella Lessa.
Na quarta-feira (23/8), o governo anunciou a intenção fazer 57 privatizações. No pacote, além de portos e empresas estatais, estão 18 aeroportos, entre eles os de Congonhas e do Recife, que são lucrativos.No primeiro semestre, o terminal de Congonhas teve R$ 137 milhões de lucro e circularam pelo aeroporto 10,4 milhões de passageiros, segundo a Infraero. “Caso o governo decida pela concessão dos três blocos de aeroportos, conforme vem sendo veiculado pela imprensa, esta Empresa se tornará dependente de recursos para a manutenção do seu custeio”, diz a nota.
O documento diz que, entre os 17 aeroportos superavitários da empresa, somente os terminais de Curitiba, Recife, Congonhas e Santos Dumont contribuem com mais de 78% dos resultados.
Procurado, o Ministério do Transporte não se pronunciou até o fechamento desta reportagem.
