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Economia

Tarifaço é injusto, mas não vamos sair da mesa de negociação, diz Alckmin

Em evento em São Paulo, vice-presidente lembrou que Estados Unidos só têm superávit comercial com três países do G20, entre eles, o Brasil

31/08/2026 11:09
Júlio César Silva/MDIC
Imagem colorida, Vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) - Metrópoles

O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil é “injusto”, mas “não vamos sair da mesa de negociações”. A afirmação foi feita nesta segunda-feira (31/8), em evento realizado em São Paulo pelo banco BTG Pactual.

É também nesta segunda-feira que ocorre a retomada das negociações sobre as sobretaxas entre representantes do governo brasileiro e dos Estados Unidos.

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A conversa deve ocorrer a partir das 14h30. A reunião foi agendada depois do telefonema entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, há duas semanas. Na ocasião, os dois líderes concordaram em retomar os debates sobre o tema. O Brasil alega que a medida é infundada.

“Ganha-ganha”

Alckmin disse no evento que não há limite de tema para a retomada das negociações, suspensas desde julho. “Não tem tema proibido”, afirmou. “Todos assuntos tarifários e não tarifários devem ser colocados. Nós temos tudo para ir para um ganha-ganha.”

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O vice-presidente observou que o maior parceiro comercial do Brasil é a China. Os Estados Unidos, porém, compram mais produtos manufaturados — ou seja, de maior valor agregado — e investem mais no Brasil. “Temos quase 4 mil empresas americanas no Brasil”, enumerou.

Alckmin pontuou que os Estados Unidos têm déficit na balança comercial praticamente com o mundo inteiro. Mas destacou: “Dos países do G20, só com três os EUA têm superávit: Brasil, Reino Unido e Austrália”, afirmou. “O Brasil não é problema [para o comércio internacional americano] e a decisão do tarifaço é injusta.”