Seu bolso: melhora no salário do brasileiro perdeu fôlego em 2019
De janeiro a outubro, o rendimento médio real recebido pelo trabalhador teve crescimento de 0,3%, taxa menos expressiva que a de 2018

Apesar da equipe econômica do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) defender que a situação financeira do país tem melhorado gradativamente, o rendimento médio real do brasileiro encolheu em 2019.
Segundo estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o salário teve “uma dinâmica bem menos favorável” que a registrada em 2018. A conclusão está no Informe Conjuntural da Economia Brasileira.
No acumulado de janeiro a outubro, o rendimento médio real recebido pelo trabalhador teve crescimento de 0,3%, taxa menos expressiva que a registrada em 2018, quando alcançou 1,7%.

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Frequência de envio: Diário
Ver todasSegundo a CNI, a combinação de dois fatores influenciaram o resultado: o aumento do emprego sem carteira assinada e a baixa geração de vagas mais qualificadas.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesNo primeiro caso, os salários praticados são mais baixos que aqueles do emprego formal. Para se ter dimensão do impacto, o trabalho informal aumentou a participação na economia brasileira pelo quinto ano consecutivo e atingiu 17,3% do produto interno bruto (PIB), o que representa R$ 1,2 trilhão.
No outro, as vagas ficam ociosas por falta de profissionais capacitados para o preenchimento dos postos.
Apesar do índice pessimista, a ocupação teve crescimento médio de 2,1% no acumulado de janeiro a outubro, ante 1,5% do mesmo recorte de tempo de 2018.
A CNI acredita que nos próximos anos a tendência é de melhora. A entidade estima que o rendimento médio real cresça 1,6% em 2020.
“As expectativas para o mercado de trabalho para 2020 são positivas. A atividade econômica continuará melhorando gradativamente, assim como as condições para um melhor ambiente de negócios“, pontua o documento.
Geração de empregos
Puxado pelo desempenho dos setores de comércio e serviços, o mercado de trabalho brasileiro criou 99.232 empregos com carteira assinada em novembro, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados na tarde desta quinta-feira (19/12/2019) pelo Ministério da Economia.
Esse foi o oitavo mês consecutivo de abertura de vagas formais e o melhor resultado para novembro desde 2010, quando foram abertas 138.247 posto de trabalho.
O saldo de novembro decorre de 1,291 milhão de admissões e 1,192 milhão de demissões. Em novembro do ano passado, houve abertura líquida de 58.664 vagas, na série sem ajustes.


