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Economia

Setor de serviços avança 1,7% e chega ao patamar mais elevado desde 2016

Em relação a junho de 2020, quando a pandemia se agravava no país e a vacinação caminhava lentamente, a alta foi de 21,1%

Repórter de Economia12/08/2021 11:30
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Arthur Menescal/Especial Metrópoles
Setor de serviços avança 1,7% e chega ao patamar mais elevado desde 2016

Depois de um longo período de recessão durante a pandemia da Covid-19, o volume de serviços prestados no Brasil avançou 1,7% em junho na comparação com maio. Essa foi a terceira alta mensal seguida registrada pelo setor, que já acumula ganho de 4,4% no período. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (12/8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em relação a junho de 2020, quando a pandemia se agravava no país e a vacinação em massa estava atrasada, a alta foi de 21,1%.

“O setor de serviços amplia o distanciamento frente ao nível pré-pandemia, ficando 2,4% acima de fevereiro de 2020, e alcança o patamar mais elevado desde maio de 2016″, afirmou o IBGE.

Com o resultado, no acumulado do 1º semestre, o volume de serviços tem alta de 9,5%, na comparação com igual semestre do ano passado. Segundo o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo, essa foi a taxa semestral “mais alta de toda a série, iniciada em 2012, devido à baixa base de comparação”.

O crescimento foi acompanhado por todas as principais atividades e em mais da metade (63,3%) dos 166 serviços pesquisados.

“Até o acumulado de maio apenas os serviços prestados às famílias estavam no campo negativo. Com as informações de junho, esse segmento se juntou aos demais no campo positivo. Todos cresceram em qualquer comparação”, destacou o gerente.

Em 12 meses, o indicador ganhou 0,4%, o que fez o setor voltar ao campo positivo após 14 taxas negativas consecutivas.

Confira alguns dos grupos pesquisados e que registraram avanço 

  • Serviços prestados às famílias: 8,1%
  • Serviços de alojamento e alimentação:8,5%
  • Outros serviços prestados às famílias: 2,6%
  • Serviços de informação e comunicação: 2,5%
  • Serviços de Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC): 1,3%
  • Serviços de Tecnologia da Informação: 1,5%
  • Serviços audiovisuais, de edição e agências de notícias: 12,0%
  • Serviços profissionais, administrativos e complementares: 1,4%
  • Serviços técnico-profissionais: 1,3%
  • Serviços administrativos e complementares: 1,2%
  • Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio: 1,7%
  • Transporte terrestre: 1,0%
  • Transporte aquaviário: 0,6%
  • Transporte aéreo: 21,2%

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