Sem revisão de gastos públicos, despesas podem passar teto em R$ 22 bi

Estouro ocorreria em até cinco anos. É o que aponta levantamento da Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira (Conof)

Michael Melo/MetrópolesMichael Melo/Metrópoles

atualizado 26/12/2018 20:20

A Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira (Conof) divulgou um estudo sobre os gastos públicos. Segundo o levantamento, sem a revisão dessas despesas, a partir de 2022, os gastos obrigatórios estarão R$ 22,3 bilhões acima do teto. A informação é do jornal Folha de S.Paulo.

Segundo o Conof, o crescimento continuado das despesas obrigatórias nos últimos anos vai pressionar o teto de gastos do Poder Executivo, e poderá exigir que o Legislativo aja para conter e revisar esses gastos.

Entre 2010 e 2018, as despesas públicas obrigatórias apresentaram um aumento real (acima da inflação) acumulado de 35,6%.

De acordo com a consultoria, que presta serviços e assessoramento para Câmara dos Deputados e Senado Federal, os problemas já poderão ser vistos em 2020, quando a parcela do orçamento livre para movimentação pelo governo será negativa. Ou seja, em um ano, o orçamento estará totalmente ocupado por gastos que não poderão ser cortados ou comprimidos.

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