Saiba quem é Dario Durigan, indicado por Lula para Fazenda
Nome de confiança de Lula e Haddad, ex-secretário-executivo foi indicado para Fazenda e promete continuidade da política econômica
atualizado
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Nome de confiança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do ex-ministro Fernando Haddad, Dario Durigan vai assumir o comando do Ministério da Fazenda com a missão de dar continuidade à atual política econômica.
Nesta quinta-feira (19/3), Lula confirmou que o então secretário-executivo da pasta vai assumir o ministério após a saída de Haddad.
Durigan já vinha exercendo papel central nas decisões econômicas do governo e substituía Haddad em compromissos oficiais.
Ele é visto no mercado e no Congresso Nacional como um nome de continuidade, sem ruptura na condução da agenda econômica.
Formado em direito pela Universidade de São Paulo (USP) e com mestrado pela Universidade de Brasília (UnB), Durigan é servidor de carreira da Advocacia-Geral da União (AGU). Ao longo da trajetória, acumulou experiência em áreas estratégicas do governo federal, especialmente na formulação de políticas públicas e na articulação jurídica de projetos econômicos.
Antes de chegar ao Ministério da Fazenda, o novo ministro passou pela Casa Civil, durante o governo Dilma Rousseff, e integrou a equipe de Haddad quando ele foi prefeito de São Paulo.
A proximidade com Haddad se manteve ao longo dos anos e foi determinante para a escolha dele como secretário-executivo da Fazenda.
Durigan também tem passagem pelo setor privado. Ele atuou como diretor de Políticas Públicas do WhatsApp no Brasil, onde trabalhou com temas ligados à regulação, inovação e relação entre empresas de tecnologia e o poder público, experiência considerada relevante para o diálogo com setores econômicos e reguladores.
Na Fazenda, ficou conhecido por atuar nos bastidores das principais negociações econômicas do governo, incluindo debates sobre o arcabouço fiscal, a reforma tributária, o combate a benefícios fiscais e o reforço da arrecadação.
Em declarações recentes, Durigan defendeu pilares como justiça tributária, segurança jurídica e responsabilidade fiscal, além da necessidade de manter metas claras para as contas públicas.
Ele também já afirmou que o governo trabalha para alcançar superávit primário nos próximos anos, em meio à transição das novas regras fiscais. A chegada de Durigan ao comando da Fazenda ocorre em um momento sensível da economia, com desafios ligados ao crescimento, ao controle de gastos e à implementação das mudanças no sistema tributário.










