Receita Federal fecha Shopping 25 de Março, em São Paulo
"O combate à pirataria e falsificação vem com o viés de resgatar a noção exata de cidadania", disse o superintendente da RF

O superintendente da Receita Federal, Luis Eduardo Vasconcelos, disse nesta segunda-feira (11/9) que o objetivo da Operação Setembro, realizada na capital paulista em conjunto com a prefeitura e o Ministério Público Federal (MPF), é melhorar o ambiente de negócios no Brasil. “O combate à pirataria e falsificação vem com o viés de resgatar a noção exata de cidadania. Quando falamos de não consumir produtos piratas, estamos falando em privilegiar a legalidade e a formalidade”, afirmou.

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Ver todasVasconcelos ressaltou que o anúncio da operação não deve prejudicar as ações no decorrer do mês, porque os pontos já foram identificados durante o primeiro semestre, quando foi feito um trabalho intenso de investigação e inteligência. “Teremos um duplo efeito com essa operação. A saúde financeira da organização criminosa que pratica esse ilícito é atingida com a apreensão da mercadoria, e o estabelecimento é fechado”.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA expectativa é de que sejam apreendidas mais de 800 toneladas de mercadorias, totalizando R$ 300 milhões, ao fiscalizar mais de 900 lojas, já que algumas tem matrizes e filiais em outros lugares. Os produtos comercializados no local são essencialmente de origem chinesa e de alguns países da Ásia. O Shopping 25 de Março é o maior centro de comércio desse tipo de produto no estado de São Paulo, de acordo com a Receita Federal. A operação transcorrerá durante todo o mês de setembro.
Ao mesmo tempo em que a Receita Federal fará a fiscalização das lojas, a prefeitura cancelará os alvarás de funcionamento de todos os estabelecimentos do shopping, com base na Lei 14.167/2006, que permite à prefeitura caçar o alvará de espaços onde são comercializados produtos piratas. “Esse espaço fechado hoje foi citado em relatório do Departamento de Estado Americano, para mostrar por que São Paulo deixava de ser um local para a realização de negócios, estando equiparado ao Paraguai”, afirmou o vice-prefeito de São Paulo, Bruno Covas. A ideia é, a partir de agora, fechar todas as lojas da cidade que venderem produtos falsificados.
O Ministério Público Federal examinará os casos fiscalizados pela Receita e determinará a instauração de inquérito policial, quando necessário.



