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Após a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, na última quarta-feira (6/9), os economistas do mercado financeiro reduziram suas projeções para a Selic (a taxa básica de juros) para o fim de 2017 e de 2018

O Relatório de Mercado Focus trouxe nesta segunda-feira (11/9) que a mediana das previsões para a Selic este ano foi de 7,25% para 7,00% ao ano. Há um mês, estava em 7,50%. O levantamento indicou ainda que a mediana das projeções dos economistas para a Selic no fim de 2018 passou de 7,50% para 7,25% ao ano, ante 7,50% de um mês atrás.

Na quarta-feira, o Copom anunciou o corte de 1 ponto porcentual da Selic, de 9,25% para 8,25% ao ano. Além disso, sinalizou a intenção de reduzir o ritmo de corte da taxa básica em seu próximo encontro, no fim de outubro. No mesmo dia, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) havia informado que o IPCA subiu 0,19% em agosto. O resultado ficou abaixo do piso das estimativas do mercado (de 0,22% a 0,47%).

No Focus agora divulgado, a Selic média de 2017 seguiu em 9,84% ao ano. Há um mês, a mediana da taxa média projetada era de 9,91%. No caso de 2018, a Selic média foi de 7,13% para 7,03%, ante 7,41% de quatro semanas atrás.

Para o grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções (Top 5) de médio prazo, a taxa básica terminará 2017 em 7,00% ao ano, mesmo patamar projetado há uma semana. Há um mês, a mediana estava em 7,25%. Para 2018, a expectativa permaneceu em 7,00%, ante 7,25% de um mês antes.

Próxima reunião
Os economistas do mercado financeiro projetam um corte de 0,75 ponto porcentual da Selic em outubro, de 8,25% para 7,50% ao ano, indicou a abertura dos dados do Relatório Focus. Nas últimas semanas, eles já projetavam um corte nesta magnitude.

Na última quarta-feira, o Copom sinalizou a intenção de reduzir o ritmo de corte da taxa básica no encontro de outubro.

A abertura dos dados mostra ainda que a projeção para dezembro é de corte de 0,50 ponto. Assim, a Selic encerraria o ano em 7,00% ao ano. A Selic permaneceria neste patamar até dezembro do próximo ano, quando subiria 0,25 ponto porcentual, para 7,25% ao ano. Na sequência, em janeiro de 2019, a taxa básica subiria mais 0,25 ponto, para 7,50%.

 

 

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