'Parece que o governo tem medo de reforma', afirma Levy
Questionado sobre o porquê de a presidente Dilma Rousseff não fazer reformas propostas por ele, o ministro desconversou. Ele discorreu sobre o que considerou seus maiores avanços, como a retomada da credibilidade econômica

No fim de um dia particularmente pródigo em rumores, no qual foi dada como certa a sua posição de demissionário, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, falou na noite desta quinta-feira (17/12), por telefone, com a reportagem do jornal O Estado de S. Paulo. Sem esconder o cansaço na voz, o ministro admitiu estar deixando o governo, embora tenha evitado fazer a afirmação com todas as letras.

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Ver todasQuestionado sobre o porquê de a presidente Dilma Rousseff não fazer reformas propostas por ele, o ministro desconversou. “Eu não posso falar pelos outros. Tem questões políticas. Ela está sob pressão”, disse.
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Levy discorreu sobre o que considerou seus maiores avanços, como a retomada da credibilidade econômica. Disse ter conseguido evitar mais “pedaladas” e brincou, dizendo que agora o seu caminho “é de paz interior”.
“Estou tranquilo. Hoje o presidente (do BC, Alexandre) Tombini estava falando como o setor externo se recuperou. Porque a gente teve o realinhamento do câmbio. Você viu como o setor elétrico está se recuperando, porque teve o realinhamento dos preços do setor”, disse.
“Mês passado teve o leilão, de R$ 17 bilhões, sem precisar tomar tudo emprestado do BNDES. Essa é uma reforma. Fazer uma privatização, uma outorga, sem ter de tomar dinheiro do próprio governo para pagar o governo, além de mostrar que você não precisa fazer tudo dependendo 100% do BNDES, você cria uma situação na qual eu evitei uma pedalada”, completou Levy.



