Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Economia

Dólar opera em alta nesta sexta e bate R$ 5,83

O motivo da alta é a preocupação do mercado financeiro com a "demora" da divulgação das medidas do governo federal para a revisão de gastos

01/11/2024 10:32, atualizado 01/11/2024 16:59
Getty Images
Imagem colorida de notas de dólar e real - Metrópoles

O dólar à vista abriu a sessão desta sexta-feira (1º/11) em alta no Brasil. Após 10 minutos do começo do pregão, a moeda norte-americana chegou a ser cotada a R$ 5,80. Nas primeiras horas da sessão, a moeda oscilou para cima e para baixo, chegando a R$ 5,83 às 11h44. Na sequência, baixou para R$ 5,82.

Por volta das 9h29 o dólar entrou em uma trajetória de queda. Às 10h15 o valor da moeda estava em R$ 5,773, com recuo de 0,13%. Contudo, às 10h18 começou a apresentar nova elevação, com variação positiva de 0,11%.

Às 10h28 o dólar voltou a ficar cotado a R$ 5,80, com alta de 0,42%.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

A taxa de câmbio segue nas alturas desde o início da semana. O motivo da alta é a preocupação do mercado financeiro com a “demora” da divulgação das medidas do governo federal para a revisão de gastos públicos, além da repercussão de dados econômicos — o que pode gerar um quadro inflacionário no país.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Nessa quinta-feira (31/10), o dólar encerrou em alta de 0,31%, cotado a R$ 5,78, o maior valor em três anos. Com o resultado, a moeda fechou o mês de outubro com uma valorização de 6,14%.

Mercado aumenta estimativa da inflação e do dólar

Na segunda-feira (28/10), o mercado financeiro aumentou a projeção da inflação e do dólar para 2024.

De acordo com o relatório Focus, a projeção para a taxa de câmbio subiu de R$ 5,42 para R$ 5,45 até o fim deste ano. Enquanto para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) a estimativa é de 4,55%  – acima do limite da meta para 2024.

A meta da inflação, estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3% com variação de 1,5 ponto percentual para cima e para baixo (4,50% e 1,5%). Com isso, o mercado acredita que o governo descumprirá a meta deste ano.