Meta fiscal, IPCA e dólar agradam e juros futuros fecham em baixa
O declínio foi intenso nos contratos de longo prazo, mais sensíveis ao noticiário fiscal, dada a surpresa positiva com o anúncio do governo de que o limite para o déficit fiscal de 2017 será de R$ 139 bilhões para o Governo Central

As previsões do governo para o cenário fiscal em 2017, o IPCA de junho, o dólar em queda e o apetite pelo risco visto no exterior resultaram em recuo nas taxas de juros futuros na BM&FBovespa nesta sexta-feira (8/7). O declínio foi intenso nos contratos de longo prazo, mais sensíveis ao noticiário fiscal, dada a surpresa positiva com o anúncio do governo de que o limite para o déficit fiscal de 2017 será de R$ 139 bilhões para o Governo Central, quando o mercado trabalhava com a expectativa de um valor negativo, na melhor das hipóteses, de R$ 150 bilhões

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Ver todasAlém do número fiscal para o ano que vem não ter sido tão ruim quanto o mercado esperava, o IPCA de junho, de 0,35%, ante 0,78% em maio, ficou abaixo da mediana das estimativas dos analistas, de 0,37%, segundo pesquisa do Broadcast Projeções. No câmbio, o dólar mostrou queda de mais de 2% ante o real durante boa parte da sessão, cotado abaixo de R$ 3,30, o que também trouxe um alívio para as taxas futuras.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesNo exterior, as ações e commodities em alta mostram que o investidor está em busca de ativos de risco, o que favorece moedas e títulos de países emergentes. O relatório de emprego nos EUA, referente a junho, mostrou criação de 287 mil postos de trabalho, muito acima das 165 mil vagas estimadas, mas o mercado continua vendo maior probabilidade de que o Federal Reserve elevará juros somente no final do ano.



