Mercado prevê maior redução nos juros e taxa de 7,5% ao ano para 2017
Analistas elevaram de 3,4% para 3,45% a estimativa para o IPCA. Já a previsão para a Selic recuou
atualizado
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O mercado financeiro ajustou pela terceira semana seguida a projeção para a inflação este ano, após o aumento da tributação sobre combustíveis. Desta vez, a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 3,4% para 3,45%. Além disso, a previsão para a taxa básica de juros, a Selic, ao fim de 2017, passou de 8% para 7,5% ao ano.
Para o fim de 2018, a expectativa também caiu, ao passar de 7,75% para 7,5% ao ano. A estimativa do mercado financeiro para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país), foi mantida em 0,34% para este ano. Para 2018, a projeção segue em 2%. Os percentuais constam do boletim Focus, uma publicação divulgada no site do Banco Central todas as semanas, com números dos principais indicadores econômicos.
Para 2018, a projeção para o IPCA é mantida de 4,2% há três semanas consecutivas. Mesmo com o aumento na projeção para este ano e manutenção para 2018, as estimativas para a inflação permanecem abaixo do centro da meta de 4,5%, que deve ser perseguida pelo BC. Essa meta tem ainda um intervalo de tolerância entre 3% e 6%.Para alcançar a meta, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 9,25% ao ano. Quando o Copom aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.
Já quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação.
