Juro do cartão bate recorde, mas já é possível usar linha mais barata
Segundo o Banco Central, mudanças anunciadas por Temer ainda estão sendo estruturadas

O governo espera que o custo do cartão de crédito, cuja taxa de juros anual no rotativo atingiu o recorde de 482,1% em novembro, recue a partir das medidas que estão em estudo pelo governo. “As medidas estão sendo estruturadas e é preciso aguardar a definição”, comentou o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Túlio Maciel. “A expectativa é que tenha uma racionalização do uso do cartão e com isso o custo caia.”
Pelas medidas em estudo, segundo informações do setor, o usuário do cartão poderá acessar o crédito rotativo apenas por 30 dias. Depois disso, se houver um saldo devedor, ele migrará automaticamente para o crédito parcelado, que é menos caro. A taxa para essa linha estava, em novembro, em 155% ao ano.

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Ver todasTulio Maciel não quis entrar em detalhes sobre as medidas em estudo. Mas ele comentou que, hoje, já é possível acessar o juro menor, do parcelado. Ele explicou que, se a pessoa não paga o saldo devedor na totalidade, o valor restante vai para o rotativo. Ela pode, porém, negociar com a administradora a conversão dessa dívida para o parcelado.
Os dados divulgados pelo Banco Central mostram que, em novembro, o volume de crédito às famílias no crédito rotativo do cartão estava em R$ 39,152 bilhões. Já o saldo no parcelado era de R$ 11,203 bilhões, o que mostra uma concentração na modalidade mais cara de crédito. “Rotativo e cheque especial são para situações emergenciais”, frisou Maciel. “É para o curto prazo.”



