Inflação tem alta de 0,93% em março, a maior para o mês desde 2015

Novamente, a gasolina foi o item que contribuiu com o maior impacto no IPCA de março. Dados são do IBGE

atualizado

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Hugo Barreto/Metrópoles
posto de gasolina
1 de 1 posto de gasolina - Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

A inflação registrou crescimento de 0,93% em março, a taxa mais alta para o mês desde 2015, quando atingiu 1,32%. O índice acumula variação de 2,05% no ano e de 6,10% nos últimos 12 meses – ultrapassando, portanto, o teto da meta da inflação estabelecido pelo Banco Central (BC).

Os principais impactos vêm dos aumentos nos preços de combustíveis (11,23%) e do botijão de gás (4,98%).

Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta sexta-feira (9/4), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A gasolina foi o item que contribuiu com o maior impacto no IPCA de março (0,60 ponto percentual).

“Foram aplicados sucessivos reajustes nos preços da gasolina e do óleo diesel nas refinarias entre fevereiro e março e isso acabou impactando os preços de venda para o consumidor final nas bombas”, explica o gerente da pesquisa, Pedro Kislanov.

A gasolina nos postos teve alta de 11,26%, o etanol, de 12,59% e o óleo diesel, de 9,05%.

São Luís (MA) teve a menor variação (6,32%), dentre as 16 localidades pesquisadas, no preço da gasolina ao consumidor. Já o Rio de Janeiro (RJ) foi onde os motoristas mais sentiram no bolso (14,45%) esse reajuste.

“O mesmo aconteceu com o gás, que teve dois reajustes nas refinarias nesse período, acumulando alta de 10,46%, e agora o consumidor percebe esse aumento”, complementa Kislanov.

Já a inflação do grupo alimentação e bebidas desacelerou, mais uma vez. Isso significa que o preço continua subindo, mas sobe menos a cada mês.

Em março, o IPCA desse grupo registrou alta de 0,13%. As variações anteriores foram de 1,74% em dezembro, 1,02% em janeiro e 0,27% em fevereiro.

“Os alimentos tiveram alta de 14,09% em 2020, mas, desde dezembro, apresentam uma tendência de desaceleração”, comenta Kislanov.

“Alguns fatores contribuem para isso, como uma maior estabilidade do câmbio e a redução na demanda por conta da suspensão do auxílio emergencial nos primeiros meses do ano”, explica o gerente da pesquisa.

IGP-M

Mais cedo, dados divulgados pela FGV mostraram que a inflação do aluguel teve alta de 0,5% na primeira prévia de abril. Nos primeiros 10 dias de março, o IGP-M havia registrado alta de 1,95%.

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