Inflação fecha em 0,43% na menor taxa para março desde 2012

Houve, também, desaceleração na taxa acumulada nos últimos doze meses, que caiu de 10,36% para 9,39%, queda de 0,97 ponto percentual em relação aos doze meses encerrados em março de 2015

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A inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou março  com variação de 0,43%. O resultado – que é o menor para os meses de março desde o 0,21% de março de 2012 – chega a ser menos da metade (0,47 pontos percentuais) da alta de fevereiro, quando a taxa havia subido 0,9%.

Os dados do IPCA, índice utilizado pelo Banco Central para balizar o plano de metas estabelecido pelo governo para a inflação oficial do país, foram divulgados nesta sexta-feira (8/4), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com o resultado do mês passado, o IPCA fechou o primeiro trimestre do ano com alta acumulada de 2,62%, resultado 1,21 ponto percentual inferior aos 3,83% de igual período de 2015.

Houve, também, desaceleração na taxa acumulada nos últimos doze meses, que caiu de 10,36% para 9,39%, queda de 0,97 ponto percentual em relação aos doze meses encerrados em março de 2015. Em março do ano passado, o IPCA havia ficado em 1,32%, a maior taxa desde fevereiro de 2003 (1,57%).

Alta de preços
A demanda mais fraca já contribui para limitar o aumento dos preços ao consumidor, segundo os dados do IPCA. Dois itens que mostram bem o arrefecimento da demanda são as passagens aéreas, cujas tarifas recuaram 10,85% em março, e a refeição fora de casa, que subiu 0,55% no mês, apesar da alta de 13,27% acumulada pelo grupo Alimentação e bebidas nos últimos 12 meses.

“No mês de março, já se mostra o impacto da demanda, do desemprego, da falta de dinheiro mesmo da população, no sentido de cumprir a oferta dos produtos. No caso da alimentação fora de casa, os estabelecimentos já se mostraram reduzindo suas taxas de crescimento de preços. Esse é um exemplo clássico de redução de demanda com reflexo sobre o preço”, apontou Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de Índices de Preços do IBGE.

Quanto às passagens aéreas, os preços caem por causa do aumento da ociosidade das aeronaves, avaliou a pesquisadora. Eulina explica que o País viveu no ano passado uma inflação de custos, devido ao aumento de itens administrados, como a energia elétrica, transportes e combustíveis.

“Tudo isso gera uma pressão de custos, que vai ser mais ou menos repassada, a depender da demanda. E se a demanda está menos aquecida como está agora, é mais difícil um comerciante ou prestador de serviços repassar seus custos represados”, justificou a coordenadora do IBGE.

Apesar da demanda mais fraca, o IBGE lembra que alguns itens permanecem subindo por conta de aumento de impostos e por força de contratos indexados, que repassam automaticamente aos preços a inflação acumulada em períodos anteriores. “Alguns aumentos são insistentes porque são indexados, como o plano de saúde. Então para eles é garantido que você tenha aumento todo mês do grupo que está fazendo aniversário de contrato”, concluiu.

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